Somente dois parlamentares baianos fizeram postagens sobre os graves números do feminicídio no Brasil e na Bahia

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O Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp) divulgou dados alarmantes sobre a violência contra a mulher em 2025. O Brasil registrou o maior número de feminicídios já contabilizados, totalizando 1.470 casos, o que equivale a cerca de quatro mulheres mortas por dia.

No total, foram registradas 1.470 feminicídios em 2025, superando o recorde de 2024, que já havia atingido 1.464 vítimas. A taxa nacional ficou em 0,69 morte por 100 mil habitantes, a mesma registrada em 2022, 2023 e 2024.

Os casos se concentraram em estados mais populosos. São Paulo teve o maior número absoluto, com 233 feminicídios, seguido por Minas Gerais, com 139. A Bahia registrou 103 feminicídios em 2025, registrando queda de 6% ante o ano anterior, ainda ocupando o quarto lugar no ranking nacional.

Os dados do Sinesp são contabilizados desde 2015. Ao todo, 13.448 mulheres foram mortas no país ao longo de dez anos. No topo do ranking aparecem São Paulo com 1.774 casos, Minas Gerais com 1.641 e Bahia com 892.

A gravidade dos números, divulgados na terça-feira (20), não recebeu a devida atenção da bancada baiana no Congresso Nacional. A proximidade do Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, celebrado nesta quarta (21), gerou mais citações sobre intolerância do que sobre feminicídio.

Levantamento do Bahia Notícias nas redes sociais de todos os 39 deputados federais e dos três senadores baianos mostra que apenas dois publicaram conteúdos destacando os números sobre a violência contra as mulheres: Alice Portugal (PCdoB) e Capitão Alden (PL).

A deputada Alice Portugal manifestou indignação diante dos números, afirmando que são alarmantes e revoltantes e que é preciso enfrentar o problema com seriedade, compromisso e ação permanente para proteger a vida das mulheres, pois o silêncio também mata.

Ela ressaltou que o Brasil vive o cenário mais grave de feminicídios já registrado, e que a Bahia é o quarto estado com mais ocorrências. Por trás de cada estatística existem histórias interrompidas e famílias destruídas.

O deputado Capitão Alden, vice-líder da oposição, também enfatizou os números e dirigiu críticas ao governo Lula, questionando o crescimento dos feminicídios durante a gestão atual. “Não é o Lula o governo do amor?”, ironizou.

A deputada Ivoneide Caetano (PT) não comentou os números específicos, mas destacou o movimento “Mulheres Vivas – Basta de Feminicídio”, lançado no último sábado para defender as mulheres e reduzir os casos na Bahia. A iniciativa pretende percorrer várias cidades da Bahia para denunciar a violência de gênero, fortalecer a rede de proteção e buscar soluções concretas para salvar vidas.

Essa pauta reforça a necessidade de manter o tema na agenda pública, fortalecendo políticas de prevenção, proteção e assistência às vítimas em cada localidade.

O que você pensa sobre esses números e impactos na sua região? Deixe seu comentário e compartilhe ideias sobre caminhos práticos para reduzir os feminicídios na Bahia e no Brasil.

Meta descrição: Brasil registra recorde de feminicídios em 2025 com 1.470 casos; Bahia aparece em quarto lugar. Análise do Sinesp e reações de parlamentares baianos.

Palavras-chave: feminicídio, Sinesp, 2025, Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Alice Portugal, Capitão Alden, Ivoneide Caetano, violência de gênero, movimento Mulheres Vivas.

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