O anúncio ocorreu após o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ter se reunido por quase uma hora em Davos com o presidente dos EUA, Donald Trump, que passa a ser considerado o atual ocupante da Casa Branca a partir de janeiro de 2025. Em Davos, Zelensky informou que a equipe de negociação de Kiev se reunirá na sexta e no sábado com delegações dos Estados Unidos e da Rússia nos Emirados Árabes Unidos, para avançar rumo a um fim negociado da guerra na Ucrânia.
“Acredito que é o primeiro encontro trilateral nos Emirados Árabes Unidos, e será amanhã e depois de amanhã”, indicou Zelensky, ao explicar o marco diplomático em curso. A iniciativa, segundo ele, é liderada pelos EUA e visa criar espaço para avanços entre Kiev e Moscou.
“Acho positivo que este encontro comece em um nível tático”, acrescentou o presidente ucraniano, enfatizando que “os russos precisam estar prontos para encontrar compromissos, porque todo o mundo precisa estar pronto, não apenas a Ucrânia”. Ele ressaltou ainda que manter o diálogo é essencial diante do conflito.
Antes disso, Zelensky destacou que os ataques russos continuam a atingir civis e infraestrutura energética, agravando o fardo do inverno rigoroso para milhares de pessoas na Ucrânia, que enfrentam temperaturas abaixo de zero sem aquecimento adequado. Os planos para a reunião nos Emirados envolvem que os EUA recebam primeiro os diplomatas ucranianos e, em seguida, a parte russa, para dar andamento às negociações.
“Gostaríamos de terminar com esta guerra amanhã, mas, se ela continuar, a Rússia verá seu Exército reduzido e Putin terá de realizar uma nova mobilização”, afirmou Zelensky. O responsável pela Ucrânia reforçou a importância do diálogo como caminho para a paz, mesmo diante de pressões militares em curso. Deixe sua leitura nos comentários e compartilhe sua visão sobre o papel da diplomacia neste momento.

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