Brasil critica Israel por demolir sede da UNRWA em Jerusalém

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O governo brasileiro, por meio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), condenou a demolição da sede da UNRWA em Jerusalém Oriental, determinada por autoridades israelenses. O local fica em território palestino, e a medida foi apresentada como violação do direito internacional.

Itamaraty afirmou que ações que violam instalações da UNRWA no território palestino ocupado configuram flagrante violação do direito internacional, incluindo a Convenção sobre Privilégios e Imunidades das Nações Unidas. O Ministério também citou pareceres consultivos da Corte Internacional de Justiça de 19/07/2024 e 22/10/2025 sobre as obrigações de Israel na região.

A demolição teve início na terça-feira, 20 de janeiro, após aprovação pelo parlamento israelense de uma legislação que autorizou cortes de água e energia no prédio e permitiu a expropriação de imóveis da UNRWA.

O comissário-geral da UNRWA, Philippe Lazzarini, descreveu a demolição como um ataque sem precedentes contra as Nações Unidas, cuja atuação é protegida pelo direito internacional. O Itamaraty reiterou o compromisso de apoiar a continuidade das atividades da UNRWA, que atende cerca de 6 milhões de refugiados palestinos na Faixa de Gaza, na Cisjordânia, na Jordânia, no Líbano e na Síria.

A informação também recorda que a Corte Internacional de Justiça, em outubro do ano anterior, reafirmou que Israel tem a obrigação de facilitar as operações da UNRWA no local, e que o Estado judaico não tem jurisdição sobre Jerusalém Oriental. Segundo o chefe da agência, os ataques ocorreram em meio a uma campanha de desinformação em larga escala promovida por Israel.

este episódio evidencia as tensões na região e a importância de proteger a atuação humanitária da UNRWA e o funcionamento de serviços essenciais para milhões de refugiados. Compartilhe sua visão sobre o tema nos comentários e não deixe de expressar o que pensa a respeito.

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