
A ex-deputada federal Carla Zambelli permanece em liberdade na Itália enquanto a Justiça local analisa dois casos de extradição envolvendo condenações no Brasil. Em meio a esse embate jurídico, ela participou de um culto em Roma, agradecendo aos apoiadores que a visitaram na prisão, e o cenário político brasileiro volta a ganhar contornos de disputa diplomática e judicial.
O culto, organizado pelo grupo evangélico “Patriotas em Roma”, ocorreu neste domingo e contou com visitas de parlamentares que já estiveram do lado de Zambelli. Entre eles, o senador Flávio Bolsonaro, cuja presença é citada pela ex-deputada ao lado de outras figuras que a acompanharam quando esteve detida no presídio de Rebibbia, em setembro do ano passado.
“Flávio Bolsonaro não se envergonhou nenhuma vez de defender minha liberdade, a justiça e o nosso país. Eu sou grata, porque ele fez perceber que eu não estava sozinha, que eu não tinha sido abandonada como os jornais diziam. Eu tinha pessoas que me respeitavam, torciam e oravam por mim” disse Zambelli ao discursar no culto.
Zambelli também destacou que Flávio está atravessando um lugar espinhoso e que o Brasil depende do caminho que ele vem trilhando para as Eleições de outubro. A fala surge num momento de desgaste político após operações da Polícia Federal contra aliados e da divulgação de ligações entre o senador e o banqueiro preso Daniel Vorcaro, no contexto do filme “Dark Horse”.
No Brasil, a parlamentar acumula condenações em duas ações distintas. Em 22 de maio, a Corte de Cassação de Roma anulou a decisão de extradição relacionada à invasão hacker ao CNJ, mantendo Zambelli em liberdade na Itália desde então. Em relação à outra condenação, por porte ilegal de arma de fogo e perseguição armada, a Suprema Corte italiana determinou o reinício do processo, que será reanalisado pela instância inferior.
Acompanhar esse caso envolve entender como a Justiça italiana lida com pedidos de extradição envolvendo autoridades já condenadas no Brasil, e como as nuances políticas brasileiras influenciam o cenário. Enquanto não há uma definição final, Zambelli permanece sob jurisdição italiana, com o tratamento pendente de segundo parecer.
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