Miller Pacheco, brasileiro de 32 anos, foi condenado à prisão perpétua nesta sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, pelo assassinato de sua ex-namorada Bruna Fonseca, de 28 anos, no Tribunal Criminal Central de Cork, Irlanda. A sentença foi anunciada com base nas evidências apresentadas pelas autoridades locais, segundo fontes locais.
O crime ocorreu no apartamento de Pacheco, nas primeiras horas do dia 1º de janeiro de 2023, pouco depois de o casal se mudar para a Irlanda. A acusação confirmou que Bruna foi estrangulada manualmente e sofreu mais de 65 lesões pelo corpo durante o ataque.
A defesa de Pacheco argumentou que ele não tinha a intenção de matar e que utilizou o golpe de defesa conhecido como mata-leão durante uma discussão. Ajuíza, no entanto, rejeitou unanimemente a versão apresentada pelo réu, mantendo que houve intenção de matar.
A juíza Siobhan Lankford destacou que o crime foi motivado pela recusa de Pacheco em aceitar o fim do relacionamento. Bruna e Miller haviam namorando por cinco anos no Brasil, mas terminaram pouco antes do crime, já na Irlanda.
Durante a audiência, familiares de Bruna prestaram depoimentos. Izabel Fonseca, irmã da vítima, falou sobre o impacto da perda e mencionou que Bruna vivia um relacionamento marcado por manipulação. A família vestia camisetas com a foto de Bruna, e a decisão do tribunal foi recebida com emoção entre os presentes.
Os advogados do réu informaram que não pretendem recorrer da sentença e que ele demonstrou remorso à família de Bruna. Bruna Fonseca era bibliotecária e havia se mudado para a Europa em busca de novas oportunidades; ela foi sepultada em sua cidade natal, em Minas Gerais.
A imprensa não conseguiu localizar a defesa de Miller para um comentário adicional. O caso volta agora para os registros oficiais, encerrando uma sequência judicial que chamou a atenção pela violência envolvida e pela decisão unânime do júri.
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