Fundos da Reag declaram R$ 4,1 bilhões em ações com “CNPJ fantasma”

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Meta descrição: Fundos administrados pela Reag registraram ações com emissores identificados por CNPJ inválidos, totalizando cerca de R$ 4,1 bilhões; a CVM cobra identificação adequada dos emissores e aponta falhas em administradoras, com also casos envolvendo a Qore.

A CVM identificou inconsistências em fundos de investimento administrados pela Reag, com registros de ações de emissores sob CNPJs inexistentes. No total, 16 fundos apresentaram esse padrão, dificultando a identificação precisa dos emissores pelas autoridades.

Entre os 16 fundos, estão Benevento Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, Abrantes Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, Revolution Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, Mapi Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, Touring Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, Mercado Municipal de SP Fundo de Investimentos em Participações Multiestratégia, Termopilas Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, Northuldra Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia de Responsabilidade Ilimitada, Hockenheim Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia de Responsabilidade Ilimitada, 964 Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, Abbiamo Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, Flora Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, Horeb Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, Alpine Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, Falcon Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia e New Meta Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia.

Essas operações foram classificadas como ações, o que indica investimentos diretos em empresas — geralmente privadas, holdings ou SPEs (sociedades de propósito específico). A regulamentação exige identificação precisa do emissor com CNPJ válido e denominação social correspondente, mesmo quando a empresa não está listada em bolsa.

Contudo, os documentos enviados à CVM mostram que várias participações aparecem ligadas a um cadastro genérico “emitente geral”, associado a um CNPJ inexistente. O mesmo identificador é utilizado para registrar investimentos em empresas distintas, o que dificulta a verificação pública sobre quem são os emissores das ações declaradas.

O que diz a CVM: Em nota, a CVM informou que é responsabilidade dos administradores prestar os dados corretos nos informes periódicos. A identidade dos emissores deve, portanto, ser firmada por meio de CNPJ válido ou, no caso de emissores estrangeiros, do identificador correspondente, inclusive em situações envolvendo empresas privadas não listadas.

Além da Reag, a coluna identificou o mesmo padrão em fundos geridos pela Qore Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, com participações registradas sob o mesmo CNPJ inválido em ao menos três fundos. Em um deles, quase toda a carteira está em ações vinculadas a esse cadastro genérico, com valor de mercado estimado em aproximadamente R$ 54,3 milhões. Os outros dois somam cerca de R$ 49 milhões, também sem identificação válida dos emissores. Em todos os casos, as participações continuam classificadas como ações.

A CVM reforçou que a identificação dos emissores nos informes deve ser realizada via CNPJ válido; para emissores estrangeiros, vale o identificador equivalente. O objetivo é evitar ambiguidades e ampliar a transparência dos ativos reportados pelos fundos.

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