Resumo: o ouro atingiu recorde histórico acima de US$ 5 mil por onça-troy, impulsionado pela busca por ativos seguros em meio a incertezas globais, enquanto a prata também avança e registra novas máximas. Os recentes movimentos destacam a relevância dos metais preciosos como proteção de portfólio diante de tensões geopolíticas e da instabilidade no cenário norte-americano.
Segundo dados da NYSE, os contratos futuros do ouro para abril registravam valorização de 2,08%, negociados a US$ 5.121,40 por onça-troy; mais cedo, o metal foi cotado a US$ 5.110,50 por onça-troy.
No ano passado, o ouro teve uma valorização de 64%, o maior ganho anual em quase meio século, desde 1979. No acumulado de 2026, o preço do ouro já subiu cerca de 18%.
Por que a alta? Analistas apontam que a trajetória de alta se deve à busca por ativos mais seguros em meio a incertezas nos EUA e a um mercado de ações superaquecido. O cenário geopolítico também pesa: novas tarifas dos EUA contra a UE, a guerra Rússia-Ucrânia, a recente invasão dos EUA na Venezuela e protestos que desafiam o regime teocrático do Irã ajudam a sustentar a demanda por ouro. No último fim de semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou impor tarifa de 100% sobre produtos do Canadá caso o país seguisse adiante nas negociações com a China.
A prata também registrou fortes altas, com contratos futuros para março subindo 7,07%, para US$ 108,50 por onça; mais cedo, a prata chegou a US$ 109,44 por onça, atingindo novo recorde histórico. Em 2025, a valorização da prata alcançou cerca de 147%.
Em resumo, ouro e prata sobem diante de inseguranças globais e da busca por proteção de portfólio, fortalecendo a percepção de que metais preciosos continuam funcionando como refúgio em tempos de volatilidade. Como você interpreta esse movimento nos preços? Deixe sua visão nos comentários e participe da conversa.

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