‘Cão Orelha’: polícia cumpre mandados contra investigados por morte de cachorro

Escrito por: Diógenes Cunha

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A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu mandados de busca e apreensão na manhã desta segunda-feira, 26, em endereços de suspeitos envolvidos em maus-tratos e na morte do cão Orelha, da Praia Brava, Florianópolis.

O cão Orelha ter sido agredido por um grupo de adolescentes é apurado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Santa Catarina (MP), por meio da 10ª Promotoria de Justiça da Capital (Área da Infância e Juventude) e da 32ª Promotoria de Justiça da Capital (Área do Meio Ambiente).

Segundo o MP, Orelha sofreu agressões na região da cabeça, vindo a óbito durante atendimento veterinário que buscava reverter o quadro clínico.

Conforme a 10ª Promotoria, várias pessoas já foram ouvidas e novas oitivas estão previstas nos próximos dias, conforme o avanço da investigação e a consolidação das provas pela autoridade policial.

O governador Jorginho Mello (PL) informou pelas redes sociais que determinou a investigação imediata e que, nos próximos dias, haverá novidades. Em postagens, afirmou que as provas já constam no processo e que o tema lhe causou grande comoção.

O delegado-geral Ulisses Gabriel diz que as investigações avançam com técnica, justiça e cumprimento da lei. A expectativa é concluir a coleta de depoimentos na Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso e encaminhar o material ao MP, que poderá requisitar diligências adicionais, arquivamento ou remissão, ou levar o caso ao Judiciário.

A Associação Praia Brava (APBrava) manifestou solidariedade, destacando que Orelha integrava o cotidiano do bairro e era cuidado de forma espontânea pelos moradores, tornando-se um símbolo afetivo da convivência local. A entidade pediu respeito ao devido processo legal.

As medidas socioeducativas previstas no ECA podem incluir advertência, reparação de dano, prestação de serviços à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade ou internação, conforme o caso. O acompanhamento envolve a 32ª Promotoria da Capital e a Delegacia de Proteção Animal.

O desfecho dependerá da avaliação do MP sobre autoria e materialidade, podendo requisitar diligências adicionais, promover o arquivamento ou propor medidas legais, sempre respeitando a legislação vigente.

E você, o que pensa sobre o caso? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre como esse episódio afeta a relação entre moradores, animais e espaço público na Praia Brava.

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