O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT), confirmou ter indicado o ex-ministro Ricardo Lewandowski para atuar como consultor jurídico do Banco Master. Segundo informações, um escritório ligado à família do jurista recebeu mais de R$ 5 milhões em um contrato que previa o pagamento de R$ 250 mil por mês, mantendo as transações por quase dois anos após Lewandowski deixar o Supremo Tribunal Federal.
As negociações teriam continuado por quase dois anos depois da saída de Lewandowski do STF, durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Em nota à coluna Andreza Matais, do Metrópoles, Wagner disse ter sido procurado por uma pessoa da direção do Banco Master e que, diante da indicação de um bom jurista, lembrou Lewandowski.
Sobre Guido Mantega, Wagner informou que não foi ele quem indicou o ex-ministro da Fazenda para o Master. No caso de Mantega, o contrato seria ainda maior, em torno de R$ 1 milhão por mês, com o objetivo de viabilizar a venda do Master ao BRB, conforme a assessoria do senador.
A assessoria ressaltou que, embora houvesse polêmica em relação à contratação de Mantega, Wagner não participou da indicação e foi apenas consultado sobre um bom jurista, lembrando Lewandowski, que acabou contratado. O banco, segundo a nota, viu a sugestão como adequada e procedeu com a contratação.
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