Uma nova avaliação médica, concluída em novembro, aponta piora significativa do quadro psiquiátrico de Adélio Bispo de Oliveira, o executor do atentado contra Jair Bolsonaro em 2018. O parecer mantém a inimputabilidade, mas registra agravamento do transtorno enquanto ele permanece na Penitenciária Federal de Campo Grande.
O laudo detalha que, mesmo sob custódia, Adélio apresentou sinais de que pode disputar a Presidência, chegando a mencionar quem integraria uma eventual chapa. Em depoimento aos peritos, ele afirmou que a primeira opção seria Patrícia Poeta; se ela recusasse, citou o jornalista William Bonner como alternativa.
“Tais manifestações denotam comprometimento do senso de realidade e exacerbação da autoestima delirante, reforçando o diagnóstico de transtorno psicótico persistente.”
Os peritos descrevem Adélio como alguém de humor subjetivo tranquilo, ainda que ansioso e tenso. O relatório aponta afeto reduzido, empobrecido, com pouca variação emocional ao longo da entrevista, além de juízo fortemente comprometido e percepção distorcida das consequências de seus atos, o que sustenta o diagnóstico de esquizofrenia paranoide.
Na avaliação clínica, não há reconhecimento da doença nem compreensão da necessidade de tratamento, caracterizando recusa terapêutica decorrente da própria psicose. Conforme o jornal Metrópoles revelou em abril de 2025, Adélio já recusava tratamento e dizia não ser doente aos agentes de custódia.
O laudo técnico final descreve Transtorno Mental Crônico compatível com esquizofrenia, com sintomas positivos persistentes, prejuízo afetivo e ausência de insight. A condição exige cuidado especializado e continuidade terapêutica, conforme a literatura psiquiátrica.
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O painel clínico indica que a situação exige cuidado contínuo e estruturado, com base na literatura médica vigente. A equipe responsável reforça a necessidade de acompanhamento especializado, diante da gravidade do quadro descrito no laudo.
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