Com a proximidade do Carnaval, síndicos, administradores e moradores de condomínios nos circuitos principais de Salvador enfrentam desafios logísticos e de convivência. A alta rotatividade de pessoas, impulsionada pelo fluxo turístico e pela prática comum de locação ou empréstimo de apartamentos, exige preparação antecipada para evitar conflitos e garantir a segurança de todos.
As especialistas em gestão condominial Jamile Vieira e a jornalista Monique Melo, no Podcast CondComunica, destacam que o período é “muito sensível” e que a preparação não pode ficar para a última hora. Em bairros como Barra, Ondina e Campo Grande, onde a movimentação é intensa, a rotina dos prédios sofre uma transformação significativa.
A recomendação principal é que a administração elabore um planejamento detalhado com foco em três pilares: segurança, comunicação e reforço das regras. A avaliação e o possível reforço do quadro de porteiros e seguranças são considerados essenciais para manter a tranquilidade dos moradores permanentes.
É imprescindível reforçar as normas da convenção e do regimento interno, deixando explícitas as regras de uso das áreas comuns, horários e limites de convívio. Além disso, solicita-se que todos informem formalmente ao síndico sobre alterações na rotina do apartamento durante o período, como hospedagem de parentes, amigos ou turistas, e o empréstimo de vagas de garagem.
“Então, síndicos, administradores, façam um planejamento muito bem feito com antecedência para essa época do Carnaval. Todos os moradores precisam relatar para o síndico quem vai ficar no seu apartamento.” Muitas vezes as pessoas emprestam o apartamento a sobrinhos, recebem amigos ou turistas, e isso pode gerar riscos se não houver controle.
Essa troca de informações previne situações de risco na portaria, permitindo que os funcionários liberem o acesso apenas a pessoas autorizadas e atuem com precisão. A medida visa coibir a entrada de indivíduos não identificados e, ao mesmo tempo, agilizar o acesso de quem tem permissão.
O objetivo é equilibrar a dinâmica festiva da cidade com a boa convivência no ambiente privado do condomínio.
Apresentado pela advogada Jamile Vieira e pela jornalista Monique Melo, o CondComunica oferece informações práticas para síndicos, moradores e administradores. O podcast tem patrocínio da Acco Caixas e apoio de várias empresas parceiras.
Veja as orientações de Jamile Vieira sobre outras dúvidas comuns nesse período:
Durante o Carnaval, o barulho na casa do vizinho também pode perturbar o sossego se exceder os limites. A lei municipal define os decibéis para ruídos de som, válidos tanto na rua quanto dentro do condomínio. Um decibelímetro ajuda, mas nem sempre é fácil determinar a origem do barulho entre rua e vizinho. Em condomínios na Barra, por exemplo, é difícil imputar ao vizinho a perturbação.
Sou síndico e, mesmo cobrando a atualização dos moradores sobre as visitas, há unidades que não respondem. Posso aplicar multa ou depende do Regimento?
As penalidades devem estar previstas na convenção. O síndico pode notificar e aplicar multa se a obrigação estiver prevista na convenção.
Posso denunciar se meu vizinho “alugar” a varanda como camarote?
Se ele utiliza a varanda para fins comerciais — cobrando pela visão privilegiada — isso pode alterar a destinação da unidade conforme a convenção, caracterizando infração, com possibilidade de advertência e multa.
Curtiu as dicas? Deixe seu comentário com perguntas ou experiências para ajudar a manter a convivência em condomínios durante o Carnaval.

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