Petro diz que Jesus “fez amor” e causa revolta na Colômbia

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O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que se identifica como católico não praticante, gerou controvérsia ao sugerir que Jesus Cristo poderia ter tido relações sexuais, possivelmente com Maria Madalena, em um discurso público na quarta-feira (28/1).

Durante a fala, Petro afirmou que Jesus “fez amor” e que “um homem assim não poderia existir sem amor”, acrescentando que Jesus morreu rodeado por mulheres que o amavam, em uma leitura simbólica da figura central do cristianismo. E eu acredito que Jesus fez amor, sim. Talvez com Maria Madalena, porque um homem como ele não poderia existir sem amor. E ele apoiou as mulheres até o fim, e não morreu como Bolívar; ele morreu cercado pelas mulheres que o amavam, e eram muitas, declarou Petro.

A fala provocou reações rápidas: a Confederação Evangélica da Colômbia criticou as declarações, afirmando que distorcem a verdade histórica, bíblica e teológica, além de representarem uma falta de respeito à figura de Jesus Cristo. A Conferência Episcopal da Igreja Católica também se manifestou, pedindo respeito, não interferência e proteção das crenças, ressaltando que declarações de cunho teológico não são competência de autoridades políticas.

Embora a Colômbia seja constitucionalmente laica, a religião exerce peso relevante na sociedade. Dados oficiais indicam que cerca de 79% dos aproximadamente 50 milhões de colombianos se identificam como católicos, enquanto outros 10% seguem diferentes vertentes do cristianismo.

Petro já havia destacado sua formação em um colégio católico e sua simpatia pela Teologia da Libertação, corrente latino-americana que defende os pobres e marginalizados e que dialoga com ideias da esquerda e do marxismo. As falas reacenderam o debate sobre o espaço da religião na política e sobre a interpretação de temas teológicos em agenda pública.

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O debate sobre esse tipo de declaração, aliados a uma leitura teológica mais permissiva, reacende a conversa sobre o papel da religião na política brasileira e latino-americana, bem como a necessidade de respeitar a diversidade de crenças em um país com forte presença católica.

E você, o que acha dessas colocações e do papel da religião no continente? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão.

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