Após receber promessas para ocupar uma vaga de suplente no Senado em 2026, o senador Angelo Coronel deixou claro que não se contentará com a oferta; as negociações vêm do grupo do governo e, segundo ele, o assunto envolve prerrogativas do PSD. Em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, na Antena 1 Salvador, ele questionou por que desejam rifar seu nome da chapa majoritária.
“Já que está todo mundo absoluto, todo mundo cheio de voto e eleito, por que querem rifar Angelo Coronel do jogo? Não sei, fico a me perguntar. Fui eleito sempre apoiado por todo mundo, não tenho nenhuma força política, por que essa polêmica em querer rifar o meu nome?” afirmou aos apresentadores Rebeca Menezes e Maurício Leiro.
Na sequência, Coronel afirmou que não está mendigando espaço. No entanto, para ele, a briga para manter seu nome à frente da chapa é legítima porque depende do tamanho do PSD no grupo. “Não estou mendigando espaço. Quem achar que estou mendigando espaço para participar da chapa majoritária está equivocado. O que eu quero é que o partido tenha a prerrogativa de manter seus espaços pelo tamanho que é o PSD. Acho que é inadmissível um partido do tamanho do PSD não ter um espaço do nível que tem hoje que é o senador da República.”
O senador ironizou a oferta de lideranças do PT, que indicaram a possibilidade dele ser suplente do senador Jaques Wagner ou do ministro da Casa Civil, Rui Costa, na corrida pelas vagas ao Senado Federal. “Esse negócio de suplência de Senado, quero até deixar um recado. Quem está me propondo que seja suplente, pode vir ser meu suplente porque eu também aceito. Já que é um cargo nobre, um cargo realmente de proa da política. É só vim que estou aberto também. São duas suplências sem nenhum problema”, comentou.
Coronel criticou, ainda, declarações dos ex-governadores da Bahia sobre a chance dele assumir uma vaga na suplência. Para ele, apenas esse cargo está em negociação no momento; segundo ele, é comum que houve ofertas para suplência, mas sem abdicar da titularidade. “Essa suplência também de Rui e de Wagner, tão badaladas, estão oferecendo a todo mundo. Mas ninguém quer largar a cabeça, ninguém quer largar a titularidade. Só falam em negociar suplência e vice”, observou.
“Não quero desmerecer. Tem gente que gosta, mas tem gente que não tem prerrogativa. O gosto de um e de outro não tem que ser o meu gosto”, concluiu.
Como leitores, o tema coloca em foco as negociações para 2026 e o papel do PSD na formação da chapa majoritária. O que você acha da postura de Coronel e das propostas de suplência? Deixe sua opinião nos comentários.

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