Ex-prefeitos “inflacionam” eleição e candidatos à reeleição na AL-BA projetam “parada dura” em 2026; entenda

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Um dos grandes jargões da política é que “não existe eleição fácil”, e isso se aplica aos deputados baianos que buscam a reeleição em 2026. Segundo parlamentares, a disputa tende a ficar mais dura com a entrada de candidaturas fortes de ex-prefeitos do interior.

Relatos do Bahia Notícias apontam que o custo das campanhas subiu, puxado pela base municipalista dessas candidaturas. Em diversas conversas, gestores já articulavam nomes e apoios para o legislativo estadual antes do fim de seus mandatos.

Em conversa reservada, um deputado experiente descreveu a situação como “absurda” e pediu investigação sobre articulações antecipadas, afirmando que a campanha de reeleição será uma “parada dura” para quem já ocupa o cargo.

“É um completo absurdo o que está acontecendo. Tinha prefeito e ex-prefeito fazendo campanha ostensiva já em 2023”, desabafou o parlamentar.

Na quarta-feira (28), em entrevista ao Bahia Notícias no Ar, Ivana Bastos (PSD), presidente da AL-BA, apontou o aumento de custos, a logística complexa e a fragmentação do apoio político nas cidades como principais obstáculos para a eleição deste ano. “A Bahia é muito grande, a eleição é cara. Às vezes você passa um dia inteiro dentro de um carro ou precisa ir de avião. Hoje o voto se divide muito. Não é mais um prefeito votando em um deputado estadual e federal; são dois, três deputados estaduais, três federais”, afirmou.

O Bahia Notícias identificou, ao menos, 15 ex-prefeitos já confirmados na disputa pela AL-BA, com atuação em várias regiões do estado. Entre eles: Carlinhos Sobral (MDB) – Coronel João Sá; Dr. Marcelo Emerenciano (Avante) – Cocos; Dr. Pitágoras (PP) – Candeias; Elinaldo Araújo (União) – Camaçari; Júlio Pinheiro (PT) – Amargosa; Juvenilson Passos (PT) – Sento Sé; Léo de Neco (Avante) – Gandu; Luciano Pinheiro (PDT) – Euclides da Cunha; Luizinho Sobral (PP) – Irecê; Marão (PSD) – Ilhéus; Quinho (PSD) – Belo Campo; Rodrigo Hagge (MDB) – Itapetinga; Silva Neto (PDT) – Araci; Thiancle Araújo (PSD) – Castro Alves; Thiago Gileno (PSD) – Ponto Novo.

Além disso, há a possibilidade de o prefeito João de Furão (PSD), de Conceição da Feira, disputar a AL-BA. A disputa também se fortalece pela presença de familiares de gestores influentes, como Jânio Júnior (filho de Jânio Natal, prefeito de Porto Seguro), Andrea Castro (esposa de Augusto Castro, prefeito de Itabuna) e Wagner Alves (marido de Sheila Lemos, prefeita de Vitória da Conquista).

Entre os ex-presidentes da AL-BA, destaca-se Adolfo Menezes (PSD), que já foi prefeito de Campo Formoso em 2012, mas renunciou o mandato e não chegou a tomar posse.

O cenário aponta uma eleição marcada por forte mobilização de ex-prefeitos e uma disputa acirrada pela representatividade na Assembleia. O peso de alianças regionais e o impulso de candidaturas municipalistas devem mexer no mapa político da Bahia para 2026. Conte o que você pensa nos comentários: você acredita que a presença de ex-prefeitos pode fortalecer propostas ou ampliar o peso de governantes locais?

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