Brasília em trilhos: veja novo projeto do VLT entre a W3 e o aeroporto

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O Governo do Distrito Federal (GDF) reformula o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) que ligaria a W3, no Plano Piloto, ao Aeroporto Internacional de Brasília. O Iphan havia barrado a versão original, por prever uma rede de fiação aérea que comprometeria o tombamento da capital. A nova proposta mantém o objetivo de mobilidade rápida, mas utiliza Alimentação pelo Solo (APS), para não atingir o tombamento.

O projeto está dividido em duas fases. A primeira liga o Terminal da Asa Norte ao Terminal da Asa Sul, enquanto a segunda conecta a Asa Sul ao aeroporto. O VLT percorrerá 16 quilômetros pela W3 com 24 estações, e seguirá mais 6 quilômetros entre o Terminal da Asa Sul e o aeroporto, com 4 estações.

Entre as adequações, o Iphan impediu o uso de catenárias — as linhas aéreas que alimentam os trens — e o governo optou pela alimentação pelo solo (APS). Segundo o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, o APS evita intervenções invasivas na vegetação e facilita a conformidade com o tombamento do Plano Piloto.

O VLT terá 39 trens no total: 33 operando na W3 e 6 no trecho entre o Terminal da Asa Sul e o aeroporto. Cada veículo terá 45 metros de comprimento, dividido em sete módulos, com capacidade entre 400 e 560 passageiros. O custo inicial de referência é de R$ 3,9 bilhões, sujeito a atualização após análise do Tribunal de Contas do DF. O Governo mantém que o valor final poderá variar, conforme a avaliação técnica.

A estrutura do projeto foi reformulada para atender ao tombamento do Plano Piloto. O Iphan vetou a opção com fiação aérea, e o governo apresentou o modelo APS (Alimentação pelo Solo). Com essa adaptação, o VLT pode avançar sem exigir a remoção de vegetação ou grandes alterações no traçado tombado.

O Governo ressalta que a concessão da gestão do VLT ocorrerá por 30 anos. O pagamentos ao projetista ocorrerão somente com a concretização da concessão, sem desembolso público inicial. Após a aprovação do TCDF, os valores do projeto serão atualizados e deverá ser lançado o edital de licitação.

VLT de Ceilândia e Taguatinga

Paralelamente, a vice-governadora Celina Leão assinou a ordem de serviço para contratar o estudo técnico do VLT de ligação entre Ceilândia e Taguatinga, com passagem pela Avenida Hélio Prates e conexão direta com o Metrô. A previsão é de 15 de janeiro de 2026. A ideia é requalificar Ceilândia e Taguatinga, conectando-os ao Metrô, e até prever a implantação de um Mercadão Municipal no centro de Ceilândia.

Segundo o secretário de Obras, Valter Casimiro, a revisão do Plano Diretor de Transporte Urbano (PDTU) indicou a necessidade de ampliar a capacidade da linha na Hélio Prates, para atender a demanda prevista. A linha do VLT deverá ligar a região do Sol Nascente e do Pôr do Sol até o Pistão Sul, com integração ao Metrô. O estudo definirá parâmetros como o número de passageiros por vagão e a viabilidade de operação.

Concluindo, as propostas de VLT no DF destacam uma mudança estratégica: priorizar soluções menos invasivas ao tombamento, manter a ambição de expandir o transporte rápido entre áreas centrais e aeroportuárias, e planejar conexões com o Metrô nas ampliações de Ceilândia e Taguatinga. As diretrizes apontam para 2026 como marco de estudos e licitações, com discussão pública já em curso.

Queremos saber sua opinião: você acredita que o VLT vai melhorar a mobilidade na região? Como você imagina o impacto dessas novas ligações para o dia a dia dos moradores da cidade? Deixe seu comentário e participe da discussão.

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