Bancada Evangélica repudia fala contra voto de evangélicos

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Frente Parlamentar Evangélica (FPE) divulgou nesta quarta-feira nota pública repudiando declarações do historiador Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, que afirmou que evangélicos não deveriam votar. A FPE aponta que as falas são ofensivas, discriminatórias e incompatíveis com os princípios democráticos da Constituição. A entidade destaca que questionar o direito de voto de um grupo com base na fé afeta milhões de brasileiros e ameaça um direito fundamental do Estado Democrático de Direito. Meta para SEO: Palavras-chave: Frente Parlamentar Evangélica, repúdio, Eduardo Bueno, Peninha, voto, democracia.

No posicionamento oficial, a FPE reforça que questionar o direito ao voto de um grupo por motivo de fé fere a igualdade prevista na Constituição e a liberdade religiosa, além de desrespeitar a participação política dos eleitores evangélicos. A nota afirma que nenhuma crença pode servir de critério para excluir cidadãos da vida pública ou do exercício da cidadania.

Essa avaliação cita falas atribuídas a Peninha, como que evangélicos “não deveriam votar” e que o segmento “elege uma escumalha perigosa e violenta”. A FPE sustenta que parlamentares eleitos com apoio desse segmento ocupam cargos legítimos e representam milhões de brasileiros, de forma constitucional.

Além disso, a União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos (Unigrejas) também criticou as declarações, considerando-as ofensivas e discriminatórias, em desacordo com o artigo 14 da Constituição, que garante o sufrágio universal. A entidade afirma que nenhuma pessoa pode ser privada do direito ao voto por motivo religioso e adverte para as consequências legais de incentivar preconceito religioso.

A Frente Parlamentar Evangélica reafirma seu compromisso com a pluralidade, o respeito e a convivência democrática, defendendo as liberdades fundamentais e o direito de participação política de toda cidadã, independentemente de fé ou convicções. Em síntese, o caso reacende o debate sobre a liberdade religiosa e a soberania do voto no Brasil.

Fique à vontade para compartilhar sua opinião nos comentários. Como você vê o papel da fé na participação política e a proteção da igualdade de direitos na prática democrática?

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