Caso Marco Buzzi: jovem denuncia assédio sexual, ministro do STJ é afastado e defesa nega o crime
Uma jovem de 18 anos denunciou o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por assédio sexual. A denúncia foi registrada na Polícia Civil de São Paulo, e o ministro foi afastado de suas funções por 10 dias mediante atestado médico. Em nota da defesa, Buzzi nega o crime e afirma que aguardará o momento adequado para apresentar as provas.
A vítima afirmou à polícia que tinha o magistrado como avô e confidente, pela convivência que mantinha desde pequena com ele, que era próximo dos pais da jovem, cuja mãe é advogada ativista nos Tribunais Superiores. Segundo ela, o ministro chegou a orientar sobre a vida acadêmica e profissional, incluindo conselhos ligados à carreira jurídica.
No dia 7 de janeiro, a convite do ministro e da esposa dele, a jovem foi acompanhada pela mãe à casa do magistrado, na região da praia do Estaleiro, em Balneário Camboriú (SC). O pai da vítima juntou-se à família no dia seguinte.
O suposto assédio, segundo a vítima, começou quando, usando biquíni, ela se sentou em frente ao condomínio para trabalhar em seus afazeres. Ao concluir, o ministro a convidou para entrar no mar, sugerindo ir a um ponto a 400 metros do guarda-sol, onde o mar seria mais calmo, embora a água perto deles estivesse calma.
“Nesse momento, Marco puxou a declarante pelo braço e a virou de costas para si e pressionou o quadril e nádegas da declarante contra seu pênis e afirmou que a achava ‘muito bonita’.”
A vítima relatou que, após o episódio, o ministro a puxou novamente, passando a mão nas nádegas. Ela afirmou ter sentido o pênis dele em ambas as ocasiões e que, mesmo sem sucesso, ele tentou afastá-la de novas investidas. A jovem descreveu que o acesso ocorreu em áreas com menos visibilidade de terceiros.
Após as investidas, o magistrado questionou se poderia lhe dar um conselho, sugerindo que a jovem fosse menos sincera com as pessoas. Ao perceber a presença da mãe, eles voltaram a caminhar pela praia. Os pais da jovem, acompanhados por ela, deixaram a casa do ministro e viajaram para Curitiba (PR) e, posteriormente, para São Paulo, onde a denúncia foi formalizada.
Desde então, a vítima relata aattendência de insônia e pesadelos constantes, estando sob acompanhamento de psicóloga e psiquiatra. O advogado da vítima afirma que as apurações devem ocorrer com rigor e que o desfecho precisa respeitar o devido processo legal.
Em resposta, a defesa do ministro informou que ele está afastado, apresentou um atestado médico de 10 dias e sustenta que o momento oportuno para apresentar provas ainda não chegou. O objetivo é esclarecer os fatos com base no devido processo.
A vítima descreveu ainda que o magistrado a aconselhou a ser mais discreta com as pessoas, citando a relação com a família. O caso está sob acompanhamento de autoridades e envolve investigações e depoimentos. A defesa enfatiza a necessidade de serenidade e respeito ao processo legal.
Imagens associadas ao caso foram veiculadas pela imprensa, incluindo uma galeria com quatro fotos do ministro. A cobertura destaca a narrativa apresentada pela vítima e o andamento das apurações pela CNJ e pela Polícia Civil.
Este é um resumo dos fatos que chegaram à imprensa até o momento. O caso segue em apuração, com defesa e Ministério Público acompanhando o andamento, e o devido processo legal sendo defendido por todas as partes.
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