Defesa contesta acusações e critica vazamentos de informações sigilosas. A defesa do ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), nega ter assediado uma jovem de 18 anos e critica os vazamentos instantâneos de informações confidenciais, chamados pela defesa de “truque sórdido”. Em nota publicada nesta sexta-feira (6), os advogados afirmaram que vão esclarecer os fatos e apresentar provas no momento oportuno. Também classificaram a divulgação como um retrocesso civilizacional, dizendo que não é justo julgar ou condenar alguém antes do início formal de uma investigação.
Licença médica e histórico de saúde O magistrado formalizou, na quinta-feira (5), um pedido de licença médica ao presidente da Corte, Herman Benjamin. A licença é de dez dias, com possibilidade de renovação. Segundo o gabinete, nos últimos cinco anos o ministro teve cinco stents e um marcapasso implantados no coração, indicando um quadro de saúde que exige atenção médica redobrada, sobretudo em situações de forte tensão.
Sindicância inicia para apurar conduta O plenário do STJ decidiu abrir um processo de sindicância para apurar a conduta do magistrado. A sindicância é um procedimento administrativo destinado à apuração de fatos e responsabilidades de servidores públicos, com base na Lei n° 8.112, de 1990. Ao final, a sindicância pode ser arquivada, resultar em advertência, suspensão de até 30 dias ou evoluir para a abertura de um processo administrativo disciplinar, nesses casos com acionamento do Ministério Público.
Comissão responsável A comissão responsável pela sindicância será formada pelos ministros Raul Araújo, Antônio Carlos Ferreira e Francisco Falcão. Este último substitui a ministra Isabel Gallotti, que se declarou impedida. Também foi definido que o vice?presidente do STJ, Luís Felipe Salomão, atuará como suplente da comissão.
O caso continua em tramitação no STJ, e os próximos passos dependerão das investigações. Acompanhe as atualizações e compartilhe sua opinião sobre como os desdobramentos devem ocorrer nos comentários. Queremos saber o que você pensa sobre o tema.

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