Em meio pressão dos EUA sobre Groenlândia, Canadá e França planejam consulados na ilha

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Canadá e França planejam abrir consulados diplomáticos na Nuuk, capital da Groenlândia, demonstrando apoio à Dinamarca, aliada da OTAN, e à ilha ártica após os EUA intensificarem esforços para controlar o território dinamarquês no Ártico.

A ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, viajava a Nuuk para inaugurar o novo consulado, segundo autoridades, e era acompanhada pela governadora-geral indígena do Canadá, Mary Simon. O despacho canadense indicou que o posto pode impulsionar cooperação em questões como mudanças climáticas e direitos dos inuítes.

O Ministério das Relações Exteriores da França informou que Jean-Noël Poirier assumiria as funções como cônsul-geral, tornando-se o primeiro país da União Europeia a estabelecer um consulado na Groenlândia. Poirier terá a tarefa de aprofundar projetos de cooperação com a Groenlândia nos campos cultural, científico e econômico, além de fortalecer os laços políticos com as autoridades locais.

A reportagem também aponta o interesse estratégico na região: a Base Espacial Pituffik, das Forças Armadas dos EUA, na Groenlândia, é mencionada numa referência à visita do vice-presidente amerikan o JD Vance ao território em março do ano passado.

Esses movimentos mostram como a Groenlândia volta a ocupar posição estratégica no Atlântico Norte, com aliados buscando ampliar presença diplomática e cooperação regional. O que você acha sobre a abertura de consulados em Nuuk e o papel da Groenlândia no mapa geopolítico? Deixe sua opinião nos comentários.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

EUA fazem audiências públicas sobre práticas comerciais do Brasil

O Brasil está no centro de duas audiências públicas em Washington promovidas pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) para avaliar práticas...

Sobe para 2.595 número de mortos em terremotos na Venezuela

Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram La Guaira, na Venezuela, na noite de 24 de junho, deixando ao menos 2.595 mortos...