
De cada 10 moradores de favelas em São Paulo, sete não contam com renda mensal fixa e vivem de bicos; apenas 30% relatam ter emprego com carteira assinada, segundo o relatório Sonhos da Favela 2026.
Os dados, divulgados nessa quinta-feira (5/2) pelo instituto Data Favela, mostram que a instabilidade financeira na cidade varia desde oscilações de valores até a ausência de garantias mensais. Dos entrevistados, 44% não possuem renda fixa, 18% disseram que os valores variam muito e 9% sofrem com pouca oscilação.
A pesquisa aponta que o fator racial influencia a vulnerabilidade econômica dos favelados paulistanos. 4 em 10 dos respondentes apontam ações sociais como prioridade para que o governo repare historicamente o racismo vivenciado pela população negra da cidade. O apoio ao crédito e as ações afirmativas na educação aparecem logo na sequência, citados por 3 em 10 entrevistados.
Sem contar apenas os moradores da cidade, 6 em 10 paulistanos trabalham informalmente. O número abrange pessoas que fazem bicos como complemento ou renda mensal.
O balanço foi feito pelo Data Favela, promovido pela Central Única das Favelas (Cufa), pela Favela Holding e pela Data Goal. Para a pesquisa, foram realizadas 4.471 entrevistas em todo o Brasil entre os dias 11 e 16 de dezembro. A margem de erro é de 1,47 ponto percentual.
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