Uma coalizão de igrejas americanas, incluindo congregações episcopais, presbiterianas e menonitas, entrou com recurso para tentar manter locais de culto protegidos contra detenções ligadas à imigração. Os 26 demandantes compareceram, em 5 de fevereiro, ao Tribunal de Apelações dos Estados Unidos para o Circuito de DC, argumentando que a remoção das proteções para “locais sensíveis” pelo governo Trump desestimulou fiéis.
As proteções, que antes protegiam igrejas, escolas e hospitais de operações de fiscalização de imigração, foram revogadas no ano passado, levando a uma ação judicial contra o Departamento de Segurança Interna. O recurso não questiona o mérito da política, mas busca saber se as igrejas enfrentam uma ameaça credível e se têm direito a proteção preliminar enquanto o processo é julgado.
Um juiz distrital já havia decidido anteriormente que os demandantes não haviam demonstrado uma “ameaça credível” suficiente para justificar uma liminar. “No momento, os fiéis ausentes estão perdendo uma das coisas mais importantes de sua prática religiosa, que é poder participar de orações em grupo, cultos em grupo e comunhão”, afirmou Kelsi Corkran, advogada das partes.
Do lado do Departamento de Segurança Interna, Michael Talent sustentou que as preocupações apresentadas eram abstratas e antecipavam apenas danos futuros prováveis, não justificando uma ação judicial. Entretanto, a Igreja Episcopal apresentou casos de repressão em suas comunidades, como autoridades estacionando perto de cultos e tentando prender fiéis sem documentos ao saírem da igreja, além de agentes federais fotografando pessoas na fila de um banco de alimentos.
De acordo com o Episcopal News Service, várias congregações chegaram a colocar membros na porta de seus templos para vigiar os agentes de imigração. Se o tribunal de apelação reconhecer a legitimidade das igrejas, o caso retorna ao tribunal distrital para novas alegações.
Fonte: Folha Gospel com informações de Premier Christian News.
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