Alagoinhas, cidade no Agreste baiano, foi palco de um caso de intolerância religiosa envolvendo um motorista de aplicativo. Duas mulheres, vestindo vestimentas associadas ao candomblé, teriam sido retiradas do veículo antes do fim da corrida e ofendidas pelo condutor.
O episódio ocorreu na noite de 4 de fevereiro, conforme nota do Alagonews, parceiro do Bahia Notícias, e foi registrado em boletim de ocorrência.
Relatos à polícia indicam que o motorista seguiu por uma rota diferente da indicada no aplicativo. Ao orientar o condutor sobre o trajeto, as passageiras passaram a sofrer xingamentos, ofensas e ameaças. Uma delas afirmou ter sido chamada de “vagabundas” e que carregavam “um monte de diabo”. Elas foram obrigadas a descer, mesmo com a corrida já paga, enquanto o motorista teria feito ameaças de atropelá-las, dizendo que “anda com Deus”.
REPÚDIO: A Fenacab, Regional Alagoinhas, divulgou uma nota repudiando o caso e classificando-o como racismo religioso. A entidade afirma que as vítimas sofreram ofensas, ameaças e constrangimento, além de terem sido retiradas do veículo sem cancelamento da corrida já paga. O caso foi registrado na 2ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin) de Alagoinhas e encaminhado ao Ministério Público da Bahia e à Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais. A Fenacab acompanha o processo com apoio jurídico.
A federação reforça a defesa da liberdade religiosa, direito previsto na Constituição Federal, e manifesta solidariedade às vítimas.
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