Motta, que quer votar até maio o fim da jornada 6×1, no ano passado dizia que PEC era “sonho que iria virar pesadelo”

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Durante um evento do BTG Pactual, nesta terça-feira (10), o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou acreditar que a proposta de redução da jornada de trabalho para 6×1 deve ser votada até maio. O foco está nas PECs de Erika Hilton (Psol-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG).

Motta disse que não pretende acelerar nenhuma medida que venha do governo Lula. O Palácio do Planalto estuda um projeto de lei sobre o tema, cuja tramitação poderia ser mais rápida do que uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC).

Ele ressaltou que a tramitação respeitará as prerrogativas de Hilton e Lopes, com as propostas analisadas na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, após essa etapa, debatidas em uma comissão especial criada pela Câmara.

Em postagem na rede X, Motta manteve a meta de entregar o projeto aprovado até maio. As duas propostas foram encaminhadas à CCJ nesta segunda-feira (10), com a possibilidade de consolidar um texto comum.

Em abril de 2025, no J. Safra Macro Day 2025, Motta já havia se posicionado contra a ideia de extinguir a jornada 6×1, dizendo que “vender um sonho que não se sustenta” seria prejudicial. O ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, apoiou a visão de que a mudança elevaria custos e aumentaria a informalidade.

A Câmara segue buscando um equilíbrio entre avanços e responsabilidade fiscal, ouvindo a sociedade e o setor produtivo. A discussão sobre a jornada de trabalho 6×1 permanece como uma agenda de impacto, com tramitação ainda em estudo entre PECs e possível projeto de lei do governo.

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