Um brasileiro morreu no último domingo (8/2) durante ataque russo à Ucrânia. O paraense Adriano Silva atuava desde abril de 2025 como voluntário nas forças ucranianas, e a família confirmou a morte nesta terça-feira (10/2). Segundo a irmã, Adriano — conhecido como Índio — foi para a Ucrânia em busca de um sonho, amava a farda e era respeitado pela dedicação. Em respeito à família, pediu para evitar especulações sobre o ocorrido.
“Diante dessa perda irreparável, comunicamos que o Ares Group encerra definitivamente suas atividades na Ucrânia, não mantendo qualquer tipo de seleção ou recrutamento.”
O Ares Group, formado por brasileiros que lutavam na Ucrânia, anunciou o encerramento de suas atividades no país após a morte de Adriano, um de seus fundadores. Nas redes sociais, o brasileiro do grupo publicava vídeos e fotos durante o tempo em que esteve ajudando na guerra.
O Ministério das Relações Exteriores registrou 22 brasileiros mortos e 44 desaparecidos na guerra na Ucrânia, conforme informações apuradas pelo portal Metrópoles nesta terça-feira. Um dos casos mais recentes é o de Felipe de Almeida Borges, 25 anos, natural de Rubinéia (SP). A mãe, Clarice Batista de Almeida, confirmou a morte no mês passado. Felipe havia saído de São Paulo com destino à Espanha em novembro de 2025 e, segundo amigos, alistou-se para lutar na Ucrânia sem avisar a família.
Casos de brasileiros que deixam o país para lutar na Ucrânia sem avisar a família têm aumentado. A maioria dos recrutamentos acontece online, e os voluntários costumam ser jovens homens que buscam participar do conflito.
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