Ucrânia critica Comitê Olímpico por desclassificar atleta

Escrito por: Diógenes Cunha

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A Ucrânia criticou o Comitê Olímpico Internacional (COI) após a desclassificação do atleta Vladyslav Heraskevych nas provas de skeleton dos Jogos de Milão-Cortina 2026, por manter um capacete memorial que homenageava atletas ucranianos mortos no conflito com a Rússia. O governo afirmou que a decisão compromete a reputação do COI e impede o atleta de competir conforme suas convicções.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, afirmou que o COI não “baniu apenas o atleta ucraniano, mas a própria reputação” da instituição, descrevendo o gesto como uma homenagem que não violava princípios éticos.

O COI intimidou, desrespeitou e deu sermões ao nosso atleta sobre como deveria se calar. São os russos que devem ser banidos, não a homenagem às suas vítimas

Sybiha também acusou a Rússia de ser o “maior abusador do esporte internacional” e afirmou que o país matou 650 atletas e treinadores ucranianos e danificou 800 instalações esportivas desde o início da invasão.

Heraskevych havia participado dos treinos usando o chamado “capacete memorial”, que exibía imagens de atletas ucranianos mortos no conflito, como o patinador Dmytro Sharpar e o biatleta Yevhen Malyshev. Após a exclusão, o atleta afirmou que a decisão representa “o preço da nossa dignidade”.

A decisão de desclassificação foi anunciada pela Federação Internacional de Bobsleigh e Skeleton (IBSF) com base no regulamento que proíbe equipamentos fora do padrão aprovado. A presidente do COI, Kirsty Coventry, reuniu-se pessoalmente com Heraskevych para explicar as regras, mas não houve acordo.

O COI informou ainda que retirou a credencial olímpica do atleta “com pesar”.

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky também criticou a decisão, dizendo que o esporte não deveria significar amnésia e que o movimento olímpico deveria ajudar a encerrar as guerras, não favorecer os agressores.

Heraskevych havia participado dos treinos utilizando o capacete memorial, que trazia imagens de atletas ucranianos mortos no conflito, como o patinador Dmytro Sharpar e o biatleta Yevhen Malyshev. Após a exclusão, o atleta afirmou que a decisão representa “o preço da nossa dignidade”.

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