MPF denuncia três policiais civis do Rio por obstrução de justiça e associação criminosa ligadas ao caso Marielle Franco
O Ministério Público Federal apresentou na sexta-feira (13) uma nova denúncia ao Supremo Tribunal Federal contra três policiais civis do Rio de Janeiro. Eles são acusados de integrarem uma associação criminosa destinada a obstruir investigações sobre homicídios, incluindo o assassinato da vereadora Marielle Franco e de seu motorista, ocorrido em março de 2018.
Os denunciados são Rivaldo Barbosa de Araújo Júnior, ex-chefe da Divisão de Homicídios da Polícia Civil; Giniton Lages, delegado; e Marco Antonio de Barros Pinto, comissário. A denúncia aponta que eles formaram uma rede criminosa para assegurar a impunidade dos autores de crimes cometidos por milícias e contraventores.
Segundo a denúncia, o grupo exercia controle direto ou indireto sobre investigações relacionadas a disputas territoriais ou mercados ilícitos, como a exploração de jogos ilegais, promovendo um ambiente de favorecimento à impunidade nesses casos.
A organização, afirma o MPF, atuava de forma reiterada promovendo desaparecimento de provas, controle de inquéritos, ocultação de evidências, não preservação de elementos probatórios, incriminação de inocentes, uso de testemunhos falsos e diligências improdutivas.
O MPF sustenta ainda que Rivaldo, enquanto diretor da Homicídios, aderiu previamente ao plano de assassinato de Marielle Franco, comprometendo-se a garantir a impunidade dos executores. A denúncia pede a manutenção das medidas cautelares, a perda dos cargos públicos dos acusados e indenização por danos morais coletivos.
O julgamento de Rivaldo Barbosa como suposto mandante do crime está marcado para o dia 24 de fevereiro no STF. Esta é a segunda denúncia formalizada pelo vice-procurador-geral da República no âmbito do Inquérito 4954, que tramita no STF e resultou no desmembramento do caso para aprofundar apurações sobre obstrução de justiça e associação criminosa.
Comente abaixo sua opinião sobre o tema e como você enxerga o impacto de investigações independentes e da atuação do Ministério Público Federal nesse tipo de caso.

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