Caso Epstein: Paris apura possíveis crimes relacionados a franceses

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A Procuradoria de Paris anunciou neste sábado (14/2) a nomeação de magistrados responsáveis pela análise de provas que possam incriminar cidadãos franceses após a divulgação, pelos Estados Unidos, de documentos ligados a Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais, que morreu em 2019 sob custódia policial. A autoridade informou ter recebido três novos casos e ressaltou que as evidências podem envolver crimes de várias naturezas, incluindo sexuais e financeiros, com coordenação entre a Procuradoria Nacional Financeira e a Direção Nacional da Polícia Judiciária para abrir investigações.

No dia 10 de fevereiro, o Ministério das Relações Exteriores enviou relatório indicando que Fabrice Aidan, Secretário Principal de Relações Exteriores, consta entre os documentos divulgados, sem maiores detalhes. A Procuradoria informou que uma investigação busca reunir provas para corroborar esse relatório. Aidan atuou no Quai d’Orsay por 25 anos, trabalhou no grupo Engie e foi suspenso pela empresa após as revelações. Embora os documentos ainda não o vinculem diretamente aos crimes de Epstein, apontam para uma participação em um sistema de trocas que permitia ao financista circular em círculos diplomáticos e ter acesso a informações da ONU. A advogada dele, Jade Dousselin, afirmou que ele contesta as acusações e que o FBI já investigou o caso sem apresentar acusações.

Em 11 de fevereiro, a Procuradoria de Paris também recebeu uma denúncia de uma mulher sueca contra Daniel Siad, recrutador de modelos com fortes ligações a Epstein, acusando-o de atos sexuais descritos como estupro, possivelmente ocorridos na França em 1990. A denúncia está sendo analisada à luz de outras provas já apresentadas. Em 12 de fevereiro, a instituição responsável pela análise no país também recebeu uma denúncia contra o maestro Frédéric Chaslin, referente a supostos atos de assédio sexual cometidos em 2016, que também está sendo avaliada.

Esses casos mostram o andamento da Justiça francesa em apurar informações divulgadas pelos EUA e em investigar denúncias associadas a Epstein, em meio a desdobramentos envolvendo diplomatas, empresários e figuras públicas vinculadas a redes de influência internacionais.

Convido você a compartilhar suas opiniões sobre o assunto nos comentários. Como você enxerga o papel das autoridades francesas na apuração desses casos e o impacto das informações divulgadas internacionalmente na confiança pública?

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