Carnaval em SP: primeiro dia teve “formigueiro”, calor e manifestações

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No primeiro dia de Carnaval de rua em São Paulo, o tempo foi de céu nublado e calor intenso, reunindo foliões de diferentes estilos pela cidade. O Tarado Ni Você, em sua 12ª edição, abriu o desfile com um manifesto: “Sequestraram o Carnaval”, estendido na frente do trio, cobrando respeito pela tradição da folia.

Ainda pela manhã, o Tarado Ni Você chamou a atenção para o tom político da festa e a cobrança por financiamento público. O grupo defende o Carnaval de rua como patrimônio cultural e cobra que a prefeitura repense o modelo de financiamento, que hoje favorece megablocos com grandes artistas em detrimento dos blocos tradicionais.

Logo após, o bloco seguiu pela cidade com a voz de Caetano Veloso presente na homenagem ao artista, acompanhado pela programação do MinhoQueens. Milhares de foliões acompanharam o trio pela região da República, cantando Odara e dançando entre ambulantes. A prefeitura enfrentou críticas pela escassez de banheiros químicos, com a SPTuris recorrendo a um contrato vigente para fornecer até 16 mil diárias — bem abaixo das 38 mil diárias previstas no ano anterior.

No Ibirapuera, o principal circuito do Carnaval paulistano, os blocos CarnaLau e Agrada Gregos atraíram multidões. Lauana Prado comandou o CarnaLau e revelou o sexo do bebê, Dom Prado, durante o bloco. Já o Agrada Gregos, conhecido como o maior bloco LGBTQIA+ do Brasil, contou com a participação de Gretchen e Gloria Groove, com homenagem a Preta Gil em Sinais de Fogo. A festa encerrou por volta das 18h30, nas proximidades do Monumento às Bandeiras.

Durante os desfiles no Ibirapuera, a Polícia Militar prendeu quatro pessoas e apreendeu cinco menores suspeitos de furtar celulares. Agentes da prefeitura identificaram as ações e repassaram as informações ao COPOM. Também houve relatos de lotação nos trios elétricos e mal-estar entre foliões. Com o tempo seco e temperaturas próximas de 30°C, a prefeitura utilizou o jato d’água de caminhão-pipa para refrescar o público.

O Carnaval de São Paulo vem chamando atenção pela diversidade de públicos e pela cobrança de políticas públicas que valorizem os blocos tradicionais. O dia mostrou que a cidade ainda vive uma disputa entre financiamento público, organização comunitária e a presença de patrocínios, além de desafios logísticos como banheiros e conforto para os foliões.

Carnaval do Ibirapuera

No Ibirapuera, CarnaLau e Agrada Gregos atraíram multidões. Lauana Prado, em sua segunda participação no CarnaLau, celebrou a energia da folia e, em tom pessoal, revelou o sexo do bebê. O Agrada Gregos manteve a presença marcante de Gretchen, além de Gloria Groove, que animou o público com Vermelho e uma homenagem a Sinais de Fogo a Preta Gil.

Com a chegada do fim de tarde, a diversificada plateia do Carnaval de rua reforçou a ideia de que a cidade pode conviver com estilos distintos, mantendo a alegria e a resistência das tradições. A cobertura desta edição destaca a riqueza de repertórios, a participação popular e a importância de políticas públicas estáveis para apoiar os blocos históricos.

Com temperaturas altas, houve também medidas de conforto: o uso de caminhão-pipa para refrescar o público e a atenção a questões de segurança e bem-estar, ainda que ocorram incidentes pontuais com furtos e lotação de serviços. O dia encerra ressaltando a garantia de espaço para a diversidade cultural da cidade, mesmo diante de desafios financeiros e de infraestrutura.

E você, o que achou da organização, das atrações e das reivindicações dos blocos tradicionais? Deixe sua opinião nos comentários e conte como foi sua experiência neste Carnaval de rua em São Paulo.

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