Zambelli rebate deputado italiano e garante que não fugiu da Justiça

Escrito por: Diógenes Cunha

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Ex-deputada federal aguarda, em liberdade, um segundo julgamento no Supremo italiano sobre sua extradição ao Brasil

Carla Zambelli, ex-deputada federal, permanece em liberdade na Itália enquanto aguarda um segundo julgamento sobre sua extradição ao Brasil. Em Roma, a Corte de Apelação ainda não marcou nova data para o processo. Nesta semana, Zambelli divulgou um vídeo para rebater declarações do deputado italiano Angelo Bonelli e reafirmar que a Justiça italiana tem informações sobre sua localização.

Segundo informações divulgadas pela Metrópoles, parceira do PrimeiroJornal, a ex-parlamentar afirmou que não é fugitiva e que mora na Itália com residência fixa, seguindo as determinações da Justiça local e assegurando que não há irregularidades em sua situação.

Bonelli visitou o Brasil recentemente e afirmou, em 22/7, que ninguém sabe o paradeiro de Zambelli e que ela poderia buscar uma possível anistia nas eleições de outubro, caso Flávio Bolsonaro seja eleito presidente. Em resposta, Zambelli disse que não há perseguição política, que chegou à Itália em busca de proteção e que está exercendo um direito legal.

A ex-deputada também alegou estar sendo perseguida pela pessoa que, na prática, “manda no Brasil”, referindo-se, sem citar nomes, ao ministro Alexandre de Moraes, do STF.

Entre as informações oficiais, a Justiça italiana relatou que, no primeiro processo, referente à invasão hacker ao CNJ, a Suprema Corte entendeu que Moraes não teria imparcialidade para julgar o caso, pois havia sido vítima do crime. No segundo processo, contra Zambelli pela posse ilegal de arma, a Itália não reconheceu perseguição política e determinou o reinício do processo por questões relacionadas aos atendimentos médicos na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia. Se extraditada, a parlamentar permanecerá sob custódia na prisão correspondente.

Segundo a Justiça italiana, o quadro clínico de Zambelli é considerado complexo e multifacetado, exigindo acompanhamento médico especializado contínuo.

Próximos passos

A nova versão do julgamento de extradição, a ser realizada pela Corte de Apelação de Roma, ainda não tem data marcada. O primeiro processo — sobre a invasão ao CNJ — envolve a avaliação de imparcialidade do ministro Moraes. O segundo processo — sobre porte de arma — depende de garantias específicas sobre atendimento médico na Colmeia. A Justiça italiana aguarda o desfecho, que pode definir se Zambelli será extraditada para o Brasil.

Caso a extradição seja confirmada, a autoridade de execução da pena deverá acompanhar as condições de detenção no Brasil e a continuidade de tratamentos médicos solicitados pela defesa.

Crédito: Vinícius Schmidt/Metrópoles

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