Meta descrição: Israel retoma o registro de terras na Cisjordânia, ampliando o controle na Área C e provocando reação da Palestina e de atores internacionais. Palavras-chave: Cisjordânia, Israel, Palestina, assentamento, Área C, Peace Now, Abbas.
O governo de Israel anunciou neste domingo, 15 de fevereiro de 2026, a retomada do processo de regulamentação de terras na Cisjordânia ocupada, passo que pode ampliar o controle israelense sobre grandes áreas da região. Trata-se da retomada dos processos de “assentamento de título de terra”, que estavam congelados desde a Guerra do Oriente Médio em 1967; assim que uma área é aberta para registro, qualquer pessoa com uma reivindicação de propriedade precisa apresentar documentos comprovando a posse.
Nos últimos meses, Israel já vinha aumentando a construção de assentamentos judaicos, legalizando postos avançados e promovendo mudanças burocráticas em suas políticas na região, medidas que fortalecem seu domínio e visam enfraquecer a Autoridade Palestina.
Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou, sem apresentar evidências, que a Autoridade Palestina está “avançando com procedimentos ilegais de registro de terras na Área C” e disse que a decisão busca maior transparência.
Segundo o grupo anti-assentamento Peace Now, a iniciativa representa uma “mega apropriação de terras” palestinas. Hagit Ofran, diretora do Settlement Watch, afirmou que o movimento pode permitir que o Estado de Israel controle quase toda a Área C — cerca de 60% da Cisjordânia, hoje sob domínio militar, conforme acordos da década de 1990. Ela acrescentou ainda que o processo para provar a propriedade raramente é transparente, sugerindo que terras atualmente palestinas podem passar para o controle do Estado.
O escritório do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, classificou a decisão como grave escalada e violação do direito internacional, equivalente a uma anexação de fato, e pediu intervenção imediata de atores internacionais, especialmente do Conselho de Segurança da ONU e dos Estados Unidos.
A decisão aumenta a tensão na região e pode influenciar as posições de atores internacionais. Comente abaixo: qual é a sua leitura sobre os desdobramentos na Cisjordânia a partir dessa retomada de registro de terras?


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