Familiares de presos políticos iniciam greve de fome na Venezuela

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Famíliares de presos políticos na Venezuela iniciaram neste sábado uma greve de fome em Caracas para pressionar por mais libertações, após o adiamento de dois dias da aprovação de uma histórica lei de anistia anunciada pela presidente interina Delcy Rodríguez em 8 de janeiro, sob forte pressão de Washington.

Durante a madrugada, 17 presos foram libertados das celas da Polícia Nacional conhecidas como Zona 7, na capital. De máscara, cerca de dez mulheres deitaram-se na entrada da Zona 7, onde familiares acampam há mais de um mês, e deixaram à mão uma lista com os nomes das grevistas escrita à mão.

Entre as grevistas está Evelin Quiaro, 46 anos, funcionária do serviço de migração e mãe de um preso detido desde novembro de 2025, acusado de terrorismo e financiamento ao terrorismo. Ela disse que a última refeição foi às 1h da manhã — biscoitos com presunto — e afirmou que a greve é uma medida necessária para que haja respostas concretas sobre a libertação de todos os detidos.

Entre os libertados durante a madrugada estava José Elí­as Torres, secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores da Venezuela, que estava preso desde novembro sem ordem judicial, segundo o Comitê para a Liberdade dos Presos Políticos. A lei de anistia anunciada por Delcy Rodríguez em 8 de janeiro pretende abranger 27 anos de chavismo e, na prática, liberar centenas de detidos, dependendo de sua aprovação final.

Segundo o Foro Penal, desde 8 de janeiro 431 presos políticos obtiveram liberdade condicional e 644 permanecem na prisão. A discussão final da lei foi adiada duas vezes, com divergências entre deputados sobre o alcance da anistia e o papel do Judiciário na sua aplicação. A próxima sessão legislativa está prevista para 19 de fevereiro.

O presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez, esteve nas proximidades das celas em 6 de fevereiro e prometeu “reparar todos os erros” e que a lei de anistia seria aprovada pela Assembleia Nacional. Contudo, a votação foi adiada para a próxima semana, enquanto as famílias intensificam a pressão por respostas rápidas.

As greves de fome seguem como tática de pressão, com a expectativa de que a próxima sessão, em 19 de fevereiro, traga avanços na liberação de detidos. A cobertura é acompanhada por agências internacionais, como a AFP.

O que você pensa sobre a situação dos presos políticos na Venezuela e o andamento da lei de anistia? Deixe sua opinião nos comentários abaixo. A reportagem completa é da AFP.

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