Segundo a coluna Radar da revista Veja que chegou às bancas nesta sexta-feira (20), um diretor de instituto de pesquisas teria confidenciado que, depois da má repercussão do desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, haveria chances reais de as próximas pesquisas, no início do mês de março, já trazerem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na liderança da disputa presidencial.
A coluna, comandada pelo jornalista Robson Bonin, ouviu pessoas do governo federal que avaliaram que a ala das “famílias em conserva”, com menção de deboche aos evangélicos e conservadores, teria irritado até quem estava inerte na briga eleitoral. “Nem todo conservador era contra Lula. Agora não se sabe”, disse a fonte ouvida pela coluna Radar.
Esses mesmos interlocutores afirmaram que o fato de a escola de samba ter ironizado principalmente as famílias evangélicas acabou dando munição extra a quem já vinha anunciando ações sobre possibilidade de propaganda eleitoral antecipada com a homenagem ao presidente Lula. “Derramado o leite, a dúvida é quanto tempo esse desgaste durará”, disse um auxiliar do Palácio do Planalto à coluna.
Ainda sobre o desfile da Acadêmicos de Niterói, pessoas próximas ao presidente disseram à revista Veja que a culpa principal sobre o desgaste que ocorreu para a imagem do governo recai principalmente nos ombros da primeira-dama Janja Lula da Silva. “Foi ela que pressionou para realizar o sonho de desfilar na Sapucaí”, disse um ministro em off à revista.
Na conversa com a coluna, entretanto, essas fontes acreditam que não há, por enquanto, risco de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornar o presidente Lula inelegível nas eleições de outubro deste ano.

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