Tribunal marroquino condena torcedores por vandalismo em final da CAN; federações são multadas

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Um tribunal de Marrocos condenou, nesta sexta-feira (20), 19 torcedores a penas de prisão que variam de três a doze meses por atos de vandalismo durante a final da Copa Africana de Nações (CAN), realizada em janeiro.

De acordo com O Globo, entre os réus, 18 são senegaleses e um é francês. De acordo com a imprensa local, os envolvidos estavam em prisão preventiva desde o dia 18 de janeiro, data da partida em que o Senegal venceu o país anfitrião no Estádio Príncipe Moulay Abdellah.

Onze dos torcedores foram sentenciados a um ano de prisão e multados em US$ 545 (R$ 2.839,91). Outros quatro receberam pena de seis meses de reclusão e multa de US$ 218 (R$ 1.135,97), enquanto os quatro restantes foram condenados a três meses de prisão e multados em US$ 109 (R$ 567,98). A acusação havia solicitado pena máxima de dois anos, sustentando que o grupo “deliberadamente procurou interromper o bom andamento da partida” e cometeu “atos de violência transmitidos ao vivo pela televisão”, conforme publicado pelo jornal egípcio Al-Ahram.

A Confederação Africana de Futebol (CAF) também anunciou sanções disciplinares contra as federações de Senegal e Marrocos pelos incidentes ocorridos durante a final. Segundo a entidade, houve violações ao Código Disciplinar da CAF, especialmente no que diz respeito aos princípios de fair play, lealdade e integridade.

A Federação Senegalesa de Futebol foi multada em US$ 300 mil (aproximadamente R$ 1,56 milhão) devido à conduta de seus torcedores, considerada prejudicial à imagem do futebol, e em mais US$ 300 mil pelo comportamento antidesportivo de jogadores e membros da comissão técnica. Além disso, recebeu uma penalidade de US$ 15 mil (cerca de R$ 78 mil) em razão do número de advertências recebidas por atletas da seleção na partida decisiva.

O técnico Pape Bouna Thiaw foi suspenso por cinco partidas oficiais da CAF por conduta antidesportiva, além de multado em US$ 100 mil (cerca de R$ 520 mil). Os jogadores Iliman Ndiaye e Ismaila Sarr também foram punidos com suspensões de dois jogos cada, por comportamento inadequado em relação à arbitragem.

Já a Federação Real Marroquina de Futebol foi multada em US$ 200 mil (aproximadamente R$ 1,04 milhão) pelo comportamento inadequado dos gandulas durante a final. A entidade também recebeu outra multa, de US$ 100 mil (R$ 520 mil), pela invasão da área de revisão do VAR por jogadores e integrantes da comissão técnica, o que, conforme a CAF, obstruiu o trabalho da arbitragem. Uma penalidade adicional de US$ 15 mil (R$ 78 mil) foi aplicada pelo uso de lasers por torcedores nas arquibancadas.

O lateral Achraf Hakimi foi suspenso por duas partidas oficiais da CAF, sendo uma delas com pena suspensa por um ano. O meia Ismaël Saibari recebeu suspensão de três jogos e multa de US$ 100 mil (R$ 520 mil) por conduta antidesportiva.

O Conselho Disciplinar da CAF rejeitou o protesto apresentado pela federação marroquina contra a federação senegalesa, que alegava violações ao regulamento da competição.

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