Eduardo Bolsonaro, o “03”, sempre se achou um diplomata sem embaixada, um articulador global da extrema direita que poderia dobrar as instituições brasileiras a partir de um salão em Washington.
Acordou réu.
O Supremo Tribunal Federal, o mesmo que ele e o pai tentaram emparedar com ameaças e pedidos de sanções estrangeiras, decidiu que a hora da bravata acabou.
O crime é grave: coação no curso do processo. Eduardo não apenas torceu contra o Brasil; ele trabalhou ativamente contra o país. Viajou para os Estados Unidos com o dinheiro do contribuinte para pedir que o governo americano punisse ministros do STF e asfixiasse a economia brasileira com tarifas e sanções.
Tudo isso com um único objetivo: livrar o pai da sentença inevitável pelo 8 de janeiro.
Hoje, Eduardo é sinônimo de “tarifaço”, a piada do Congresso, o deputado que perdeu o mandato por fugir do trabalho para fazer lobby contra a própria pátria.
É um personagem melancólico que celebrava cada ameaça externa ao Brasil como se fosse um gol de placa. O “patriota” que odeia as instituições do seu país finalmente encontrou o seu lugar.
O destino de Eduardo parece traçado pelo DNA familiar.

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