A Cúpula de Impacto da IA 2026, realizada em Nova Délhi, terminou neste sábado (21/2) com a adoção da Declaração de Nova Délhi, documento que defende o uso da inteligência artificial como ferramenta para impulsionar o crescimento econômico e o bem-estar social. O texto é endossado por 86 países — entre eles o Brasil — e duas organizações internacionais, e estabelece uma visão global compartilhada de uma IA colaborativa, confiável, resiliente e eficiente.
Liderada pela Índia, a declaração reforça o princípio de “IA para Todos”, com foco na equidade, no acesso e na cooperação internacional, defendendo que os benefícios da tecnologia sejam distribuídos de forma ampla entre as nações.
O documento também destaca a necessidade de fortalecer a cooperação multissetorial, respeitar a soberania nacional e ampliar estruturas acessíveis e confiáveis para o desenvolvimento da IA.
“Reconhecemos que a remoção de barreiras estruturais e o aumento da disponibilidade de infraestrutura de pesquisa em IA podem promover o uso da IA na pesquisa e desenvolvimento científicos em diversos países. Colaborações científicas internacionais podem desbloquear o potencial da IA na pesquisa e desenvolvimento, trazendo conhecimentos, perspectivas e recursos únicos”, afirma o texto.
Confira a íntegra do documento aqui.
Pilares centrais
A iniciativa está organizada em sete pilares centrais: democratização dos recursos de IA, crescimento econômico e bem-estar social, segurança e confiabilidade dos sistemas, aplicação da IA na ciência, empoderamento social, desenvolvimento de capital humano e criação de sistemas resilientes, inovadores e energeticamente eficientes.
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Segundo o texto, a adoção em larga escala da tecnologia tem potencial para acelerar a transformação econômica, ampliar serviços públicos e estimular a inovação científica.
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Entre as principais entregas anunciadas estão plataformas globais de colaboração, repositórios de boas práticas, redes internacionais de pesquisa em IA e iniciativas voltadas à qualificação e requalificação da força de trabalho, com foco na preparação dos países para uma economia cada vez mais orientada por inteligência artificial.
Os países signatários também defenderam a promoção de uma IA “segura, confiável e robusta”, considerada essencial para construir confiança e maximizar os benefícios econômicos e sociais da tecnologia.

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