Ricardo Stuckert/PR

Nova Délhi – O presidente Lula (PT) avaliou a homenagem que a escola de samba Acadêmicos de Niterói fez a ele como “algo extraordinário”. O petista afirmou neste domingo (22/2) estar “grato” pela celebração da agremiação durante o Carnaval.
Questionado pelo Metrópoles, o chefe do Palácio do Planalto afirmou também que pretende visitar a escola para agradecer assim que retornar ao Brasil.
“Sinceramente, acho que a escola fez algo extraordinário, não cabia ao presidente dar palpite nos carros alegóricos, só cabia aceitar ou não, se ele queria ser homenageado, e sou muito grato à escola. Quando eu voltar para o Brasil, vou visitar a escola para agradecer a homenagem que eles prestaram à saga de dona Lindu, saindo de Garanhuns para São Paulo. Só isso”, declarou Lula.

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Ala com críticas à família conservadora em desfile da Acadêmicos de Niterói
TV Globo/Reprodução

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Lula foi homenageado pela Acadêmicos de Niterói
Instagram/Reprodução

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Janja, Eduardo Paes, Lula e Geraldo Alckmin
João Salles/Riotur

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Presidente Lula e o prefeito do Rio, Eduardo Paes
Dilson Silva/ Agnews

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O presidente Lula se reuniu com compositores e dirigentes da Acadêmicos de Niterói em 2025
Ricardo Stuckert/Presidência da República
A declaração do presidente foi feita durante coletiva de imprensa ao final de sua viagem à Índia.
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O presidente evitou, no entanto, se posicionar sobre as críticas feitas por evangélicos à ala intitulada pela escola como “neoconservadores em conserva”, que levou à avenida pessoas fantasiadas de latas com rótulos estampando a imagem de uma família.
“Eu não penso. Assim, porque, primeiro, eu não sou carnavalesco. Eu não fiz o samba-enredo, não cuidei dos carros alegóricos. Eu apenas fui homenageado numa música maravilhosa. Foi uma pena que a minha mãe já tivesse morrido e não pudesse ver, porque, na verdade, a música é uma homenagem à minha mãe, é a saga dela de trazer a gente para São Paulo”, disse.
A ala repercutiu negativamente nas redes sociais gerando insatisfação entre evangélicos e opositores. Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) classificaram a representação como “inaceitável” e “uma humilhação ao povo evangélico”. Em meio à crise com parte do segmento evangélico, o Palácio do Planalto tem orientado ministros e auxiliares a evitar rebater declarações e provocações da oposição, para que o tema perca força.

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