Em Seul, Lula conectou dois momentos decisivos para a democracia: os ataques de 8 de janeiro de 2023 em Brasília e a tentativa de imposição de lei marcial na Coreia do Sul em 2024. Ele lembrou que Brasil e Coreia compartilharam desafios institucionais recentes e defenderam a resiliência democrática, mostrando que, mesmo com distância geográfica, as trajetórias políticas costumam convergir na defesa da soberania popular e das instituições.
“Apesar da distância geográfica, as histórias políticas recentes de Brasil e Coreia têm muito em comum. Nos anos 80, após longos períodos de luta, conquistamos a redemocratização; quatro décadas depois, enfrentamos novamente tentativas de golpe. Felizmente, quando colocadas à prova, nossas democracias mostraram firmeza e resiliência”, afirmou Lula, referindo-se aos ataques de 8 de janeiro e à tentativa de golpe na Coreia, ao enfatizar a necessidade de cooperação contra discursos extremistas.
Durante a visita, o presidente brasileiro também reforçou o convite para o presidente sul-coreano participar de um encontro em defesa da democracia, programado para abril em Barcelona, destacando a importância de fortalecer a cooperação internacional em defesa de valores democráticos e combate à desinformação.
Na Coreia do Sul, o episódio de tentativa de imposição de lei marcial reacendeu o debate sobre a democracia. O então presidente Yoon Suk-yeol enfrentou processos judiciais e foi condenado por abuso de poder relacionado às medidas tomadas durante o episódio; a lei prevê punições para insurreição, incluindo prisão perpétua ou pena de morte. Yoon já havia sido condenado a cinco anos de prisão por outras acusações, e outros altos funcionários também foram condenados pela participação na tentativa de declarar lei marcial.
No Brasil, o STF condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados por tentativa de golpe e por conspiração para permanecer no poder após a derrota eleitoral de 2022, responsabilizando-os por buscar apoio entre as forças armadas para anular as eleições. O episódio na Coreia do Sul, lembrando golpes do passado, reforça a importância de defender instituições democráticas diante de ataques autoritários e de desinformação.
E você, o que pensa sobre a defesa da democracia em tempos de desinformação e extremismo? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da discussão sobre o futuro das instituições em nossa região.

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