Bahiagás divulgou, em relatório divulgado no início de abril, que a empresa superou a marca de 100 mil usuários conectados à sua rede de distribuição, um crescimento de cerca de 12% em relação ao exercício anterior, com mais de 95% da base formada por clientes residenciais. A malha de gasodutos atingiu 1.350 km de extensão construída, ampliando o atendimento para diversas cidades baianas.
A consolidação da presença da companhia no mercado urbano incluiu a conexão dos primeiros usuários residenciais em Camaçari, em 2025. Além da capital, a rede já atende Lauro de Freitas, Alagoinhas, Eunápolis, Feira de Santana, Itabuna e Santo Amaro. Para 2026, a meta é chegar a 109 mil clientes com a ligação de mais de 9 mil novas unidades consumidoras.
O projeto Gás Sudoeste ficará como o maior duto de distribuição da região Nordeste. Em 2025, a empresa concluiu a rede estruturada de Jequié e está na fase final de testes de tubulação nos dois primeiros trechos do empreendimento que ligará Itagibá a Brumado, com aportes de R$ 72,1 milhões no último ano. As obras preveem a conclusão da Estação de Distribuição de Brumado no primeiro semestre de 2026 e dos ramais para mineradoras.
O fornecimento para a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia foi retomado após a assinatura de contrato com a Petrobras, com previsão de movimentar 1,2 milhão de m³/dia de gás por cinco anos. A interiorização do GNV também avançou com lançamentos de programas de incentivo em Itabuna e Ilhéus, além de liderança no Programa GNV do Nordeste para infraestrutura em rodovias federais. No suprimento, a empresa ampliou o portfólio para 12 supridores e 15 contratos ativos, atuando também no mercado spot para otimizar custos.
A receita bruta operacional atingiu R$ 3,68 bilhões em 2025, representando uma queda de 4,5% em relação a 2024. O lucro líquido ficou em R$ 182,3 milhões, recuo de 8% frente ao ano anterior, influenciado pela elevação de despesas operacionais e de custos financeiros com novas dívidas para investimentos. Por outro lado, o EBITDA subiu 4%, para R$ 233,3 milhões, resultado atribuído pela gestão a ganhos de eficiência e a receitas operacionais adicionais.
Entre as inovações, destacam-se o sistema HuBGás, para gestão estratégica de volumes, e a Plataforma Eletrônica de Gás, voltada à negociação de excedentes. Em sustentabilidade, a empresa promoveu, durante o Carnaval de Salvador, um trio elétrico movido a gás natural liquefeito para demonstrar soluções de transição energética.
No campo social, a companhia investiu R$ 18,5 milhões em patrocínios socioambientais e culturais, além do programa Cresce com a Gente, que beneficiou mais de mil pessoas em áreas próximas aos gasodutos.
Com relação às projeções, o Plano Plurianual de Investimentos para 2026-2031 prevê R$ 1,86 bilhão para expandir a infraestrutura estadual, com a meta de implantar 830 km de nova rede, chegando a 2.189 km de gasodutos até 2031. O orçamento para 2026 é de R$ 259,62 milhões, com foco na massificação do uso do gás, estudos para novas redes urbanas e atendimento a áreas industriais e de mineração.
Com esse conjunto de ações, a Bahia avança para ampliar o acesso ao gás natural, promover eficiência e sustentar o crescimento regional. E você, o que acha dessas mudanças na infraestrutura de energia da região? Deixe sua opinião nos comentários.

