A Operação Genesis, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia, prendeu 22 suspeitos ligados a uma organização criminosa responsável por, ao menos, 15 homicídios registrados entre 2025 e 2026 em Salvador. Entre os alvos, 21 tinham mandados de prisão preventiva e um foi autuado em flagrante por tráfico de drogas. Dois suspeitos resistiram à abordagem e morreram em confronto com as equipes policiais.
As ações ocorreram principalmente em Salvador, Lauro de Freitas e na Região Metropolitana, com prisões e cumprimentos de ordens também em Macaé (RJ) e nos municípios de Balneário Camboriú e Itapema (SC).
Em Santa Catarina, sete integrantes da organização foram localizados. Desses, cinco tiveram mandados de prisão cumpridos, um foi autuado por tráfico de drogas e outro morreu após confronto com as forças de segurança. Ao todo, foram cumpridos 29 mandados de busca e apreensão.
A operação envolveu o DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) e a COI (Coordenação de Operações e Inteligência), resultado de dois anos de investigação. Foram apreendidos armas, porções de entorpecentes, documentos, celulares e equipamentos que deverão passar por perícia e integrar as investigações em curso.
Os investigadores apontam atuação estruturada e alto grau de violência, com uso de barricadas, videomonitoramento, câmeras e drones para monitorar forças de segurança e intimidar moradores das comunidades sob o grupo. O núcleo em liberdade tinha liderança central identificada como Rogério de Andrade Gonçalves, de 33 anos, que reagiu à prisão em Retirolândia, levou tiros e não resistiu aos ferimentos.
A apuração segue com análise do material apreendido e o aprofundamento da responsabilização criminal dos integrantes, que atuavam principalmente no tráfico de drogas e em homicídios na região de Águas Claras, com expansão para Santa Catarina.
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