Seul e Brasília — O banquete oferecido nesta segunda-feira (23/2) ao presidente Lula, na Coreia do Sul, pelo presidente Lee Jae-myung e pela primeira-dama Kim Hye-kyung, teve protocolo rígido, referências à cultura brasileira, troca de presentes e um cardápio que reuniu sabores dos dois países.
Logo pelo início, convidados receberam adesivos para lacrar as câmeras. No país, o uso de aparelhos na residência oficial do presidente é restrito por questões de segurança.


O salão principal da Casa Azul recebeu o jantar, com 12 mesas no formato redondo, decoradas com flores nas cores da bandeira brasileira.
Lula, a primeira-dama Janja e os ministros Alexandre Padilha (Saúde), Mauro Vieira (Relações Exteriores) e Carlos Fávaro (Agricultura) ocuparam a mesa central, classificada como VIP pelo cerimonial coreano.
Também estiveram presentes o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, o presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, e parlamentares como Zé Neto e Jorge Solla, ambos do PT-BA.
Os discursos
“Toda vez que me encontro com o presidente Lula, sinto que é uma amizade entre meninos operários”, afirmou o presidente sul-coreano.
Como mostrou o Metrópoles, Lula respondeu, chamando o líder coreano de irmão durante sua fala.
“Toda vez que penso em sua trajetória de vida, sinto que somos irmãos. Também fui registrado anos depois e tenho dois aniversários”, afirmou Lula.
Ao final da cerimônia, já sem a presença dos demais convidados, os líderes trocaram presentes.
O cardápio
A cozinha mesclou ingredientes tipicamente coreanos e brasileiros, com pratos de caranguejo e manga, mingau de feijão-preto e espeto de bacalhau com camarão. A sobremesa teve abacaxi e frutas frescas.
A música e o encerramento
A apresentação musical ficou por conta da cantora Woong San, que interpretou “Manhã de Carnaval”, e do cantor Yu Tae Pyung Yang, com uma canção tradicional coreana. O coral infantil “Brillante” encerrou a noite com “As Quatro Estações” e um pot-pourri de “No Woman, No Cry” de Bob Marley, com “Não Chore Mais”, versão em português de Gilberto Gil.
A visita reforça a cooperação entre os dois países e celebrou a amizade entre as lideranças, em um encontro marcado pela cordialidade, protocolos e intercâmbio cultural.
E você, o que achou da visita e do banquete entre Brasil e Coreia do Sul? Compartilhe suas impressões nos comentários e mostre como você avaliaria os momentos de diplomacia gastronômica vividos neste encontro.

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