A morte de El Mencho, chefe do cartel CJNG, em uma operação militar no oeste do México desencadeou uma onda de violência. Segundo o secretário de Segurança, Omar García Harfuch, pelo menos 27 agentes de segurança, 30 criminosos e uma cidadã morreram durante a ação e os confrontos subsequentes. O líder, de 59 anos, ficou ferido em Tapalpa e morreu durante o traslado aéreo para a Cidade do México.
Para conter a violência, o governo mobilizou cerca de 10 mil militares no oeste do país. Em resposta à morte do chefe do narcotráfico, os Estados Unidos ofereceram uma recompensa de US$ 15 milhões (R$ 77,44 milhões). O CJNG bloqueou estradas, incendiou veículos, atacou comércios e bancos e enfrentou autoridades em 20 estados.
O cartel foi designado como organização terrorista estrangeira pelo governo dos Estados Unidos em fevereiro de 2025. A presidente Claudia Sheinbaum afirmou que não há bloqueios nas estradas, embora a AFP tenha verificado áreas ainda marcadas por distúrbios perto de Guadalajara, região onde ocorreu a captura.
Guadalajara, a segunda cidade mais importante do México, com cerca de 5 milhões de habitantes na região metropolitana, sedia partidas da Copa do Mundo de 2026. As aulas foram suspensas em Jalisco e em cerca de dez estados vizinhos como medida de precaução diante de possíveis atos violentos.
Com a morte de El Mencho, surgem dúvidas sobre quem comandará o CJNG a seguir e quais ações o grupo pode adotar. O governo reforça a vigilância e não descarta novas operações para tentar desarticular a organização.
A situação no México permanece sob observação, com desdobramentos a qualquer momento. Compartilhe suas impressões sobre o desfecho da operação, as implicações para a segurança regional e o que esperar nas próximas semanas.

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