O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), recorreu da decisão do ministro do STF André Mendonça que proibiu Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, de viajar a Brasília em jatinho particular. Entre interlocutores do Supremo circula a leitura de que a proibição de deslocamentos de presos em voos privados costuma ser adotada como prática padrão, o que torna improvável o recuo do magistrado.
Vorcaro pretendia depor na CPMI do INSS e a oitiva, marcada para 23/2, foi cancelada após a decisão. O empresário mora em São Paulo e não pode deixar a cidade sem autorização da Justiça; ele está monitorado por tornozeleira eletrônica desde o final de 2025.
No dia 19/2, Mendonça determinou que Vorcaro só poderia viajar em voo comercial ou em avião da PF. O ministro ainda deixou a opção de ele decidir comparecer ou não à CPMI.
À frente da CPMI, Carlos Viana decidiu apresentar recurso contra a decisão. O recurso será analisado primeiro por Mendonça e, depois, pelos demais ministros que integram a Segunda Turma do STF.
Auxiliares lembram que, na prática, o procedimento do ministro costuma autorizar viagens apenas em voos comerciais ou aeronaves da PF para presos ou investigados, conforme já ocorreu no caso de Vorcaro.
Abaixo, veja imagens que ilustram os principais momentos da matéria.



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