A filha de Maria Aparecida, 52 anos, relata que a mãe sofre com uma infecção fúngica no pé direito há cerca de 30 anos, conhecida como micetoma eumicotico. A doença crônica a impede de andar, trabalhar e viver com dignidade. Ela vive em Águas Lindas, no Entorno do Distrito Federal, e depende do SUS para o tratamento.
A família diz que a cirurgia de amputação é necessária para evitar que a infecção se espalhe para o osso e, se entrar na corrente sanguínea, cause sepse. O tempo de espera pela consulta e pela cirurgia já soma 405 dias, e Maria está na 31ª posição da fila, iniciada em 13 de janeiro de 2025.
Denise Dutra, a filha, afirma que não há mais para onde recorrer. A situação afeta a saúde mental de Maria: ela diz sentir o fungo “andando” pelo corpo e toma analgésicos diariamente. A mãe não anda há cerca de três anos e depende de cadeira de rodas para se locomover.
Em vídeo enviado ao Metrópoles, Denise detalha a situação e pede que médicos e órgãos responsáveis ajudem. Ela também afirmou ter encaminhado solicitações à ouvidoria do SUS, que informou que as demandas hospitalares podem mudar conforme novas entradas de pacientes prioritários, alterações na classificação de risco e outros fatores que reduzem vagas.
Ao longo de 27 anos, a família passou por internações e medicamentos que nem sempre estavam disponíveis pelo SUS, o que exigiu insistência na Justiça para obter remédios. Mesmo com esses esforços, não houve melhora e a amputação continua apontada como única saída.
O Metrópoles entrou em contato com a Secretaria de Saúde do DF e com a Ebserh, responsável pelo Hospital Universitário de Brasília, mas, até a última atualização, não houve resposta. O espaço permanece aberto para atualizações.
Imagens destacam o caso e ilustram o desafio de uma infecção tão avançada. Abaixo, galeria com imagens da situação.
O espaço de acompanhamento médico atual é o Hospital Universitário de Brasília (Hub). O SUS, segundo os relatos, tem enfrentado fila extensa e limitações de recursos, dificultando a realização de procedimentos que podem salvar vidas. A reportagem continua acompanhando o caso e busca atualizações oficiais.
Se você tem experiência com atrasos no sistema de saúde público ou conhece caminhos para acelerar atendimentos de casos críticos, deixe seu comentário. Sua opinião pode ajudar a aumentar a conscientização sobre a importância de acesso rápido a tratamentos essenciais.





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