A CPI do Crime Organizado do Senado aprovou convites para o comparecimento dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do STF, além da convocação de ex-ministros do governo de Jair Bolsonaro e de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Segundo o regimento das CPIs, os convites não obrigam o comparecimento, enquanto as convocações são obrigatórias, salvo decisão judicial que as suspenda.
Além disso, a comissão aprovou a quebra de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático do Banco Master, da empresa Maridt Participações e da Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários.
O ministro Toffoli e os irmãos são sócios da Maridt Participações, empresa que integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável pelo resort Tayayá, no Paraná, e que começou a vender sua participação em 2021.
Os depoimentos foram solicitados com base em indícios de conexão entre Moraes, Toffoli e a Reag Trust, por meio de participação no resort em questão. Confira a lista de convites e convocações conforme as informações disponíveis:
Convites: Gabriel Galípolo (atual presidente do Banco Central), Rui Costa (atual ministro da Casa Civil), Guido Mantega (ex-ministro do Planejamento e da Fazenda), Alexandre de Moraes e Dias Toffoli (ministros do STF), Viviane Barci de Moraes (advogada e esposa de Moraes), José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli (irmãos de Toffoli).
Convocações: Roberto Campos Neto (ex-presidente do Banco Central), Paulo Guedes (ex-ministro da Economia), João Roma (ex-ministro da Cidadania) e Ronaldo Bento (ex-ministro da Cidadania).
A movimentação ocorre em meio a suspeitas de ligações entre autoridades, o setor financeiro e o resort envolvido, por meio de participações societárias. O mercado acompanha os desdobramentos dos depoimentos, que podem esclarecer vínculos entre autoridades e instituições.
Fique de olho nos próximos desdobramentos da CPI e compartilhe sua opinião sobre o impacto dessas convocações no cenário político e econômico. Comente abaixo o que você acha que isso pode significar para a atuação de autoridades, governos e o setor financeiro.

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