O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), reafirmou sua pré-candidatura à Presidência da República, dizendo que pretende disputar por conta própria. Ele aponta Belo Horizonte como base de apoio e afirma que São Paulo terá espaço importante em sua agenda. A declaração ocorre em meio a rumores de que ele poderia desistir para compor como vice na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL), caso haja acordo político relevante.
Durante um evento realizado no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo, Zema apresentou as diretrizes iniciais de seu plano de governo. Em suas palavras, a proximidade com as principais capitais será determinante: “Minha base primeiro será Belo Horizonte, e São Paulo, pela importância e relevância, terá, com toda certeza, espaço na nossa agenda.” Ele lembrou ainda do encontro com Bolsonaro em agosto do ano passado, destacando que, quanto mais pré-candidatos da direita existirem, melhor para o conjunto, porque no segundo turno, segundo ele, todos devem estar juntos.
Entre as propostas apresentadas pelo pré-candidato estão a privatização de estatais, a criação de uma alternativa à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e o endurecimento da legislação penal, com defesa da redução da maioridade penal. Essas diretrizes costumam fazer parte do eixo de propostas do seu projeto, alinhadas a um discurso de maior abertura econômica e de garantias de ordem pública.
Zema também deixou claro que, se eleito, pretende apoiar a anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro. Além disso, defende a classificação de facções criminosas como organizações terroristas e o fim das saídas temporárias de presos. Essas posições sinalizam um pacote de medidas duras em matéria de segurança e Justiça, alinhadas ao tom que tem sido adotado por parte de setores da direita brasileira.
O tom do evento reforça a tentativa de posicionar Zema como uma alternativa competitiva no cenário eleitoral, com base em propostas de reformas econômicas, legais e de segurança. A agenda apresentada mostra uma leitura de atuação em nível federal, com foco em ações que, segundo o ex-governador, poderiam gerar impacto rápido na economia, no emprego e na redução de riscos à ordem pública. O objetivo é construir uma linha programática que dialogue com eleitores em cidades grandes e regiões onde a experiência administrativa pode ser convertida em propostas viáveis para o país.
Para o público, a pergunta que fica é como esse conjunto de propostas será implementado e financiado, e qual o papel de aliados no Congresso em um eventual governo. O novo desenho de campanha promete captar apoios ao mesmo tempo em que mantém a mensagem de autonomia política do candidato. O que você acha das diretrizes apresentadas por Zema? Deixe sua opinião nos comentários e conte como você vê o caminho para 2025 e além. Qual aspecto você considera mais relevante para o futuro do Brasil?

