PT pede investigação do MPSP sobre contas do vice de Tarcísio em Andorra

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O PT protocolou, nesta quarta-feira, uma representação ao Ministério Público de São Paulo para apurar suspeitas de ilicitudes administrativas, civis e de improbidade envolvendo o vice-governador Felício Ramuth (PSD) e sua esposa, Vanessa Ramuth. O caso envolve investigações em Andorra sobre lavagem de dinheiro de US$ 1,6 milhão, ligado à offshore panamenha Visio Corporation LTD S.A, com vínculos ao AndBank.

Relatórios da Unidade de Inteligência Financeira de Andorra, obtidos pelo Metrópoles, apontam suspeita de “delito grave de branqueamento de capitais” por não haver comprovação da origem do dinheiro na conta do casal no AndBank, movida a partir de contas associadas à offshore panamenha Visio Corporation LTD S.A, em nome da esposa.

Ramuth afirma que a origem dos recursos foi comprovada à Justiça de Andorra e declarada à Receita Federal do Brasil, inclusive a empresa panamenha declarada pela esposa. “Os recursos existem, têm origem lícita, inclusive anterior à minha trajetória política, e estão devidamente declarados”, disse o vice-governador.

Segundo o Metrópoles, a investigação envolve o banco AndBank e aponta movimentação suspeita entre 2009 e 2011, quando Ramuth era secretário de Transportes de São José dos Campos, cidade do Vale do Paraíba de onde emergiu para tornar-se vice-governador em 2023.

O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) classificou a apuração como “fofoca”. Em 2025, a Justiça de Andorra solicitou cooperação jurídica internacional ao Ministério da Justiça e Segurança Pública do Brasil, e o caso tramita no STJ.

Em outubro do ano passado, Ramuth e Vanessa viajaram a Andorra para prestar depoimento. Em 9 de maio de 2023, a Justiça de Andorra bloqueou US$ 1,4 milhão na conta do casal, coincidindo com a abertura da offshore panamenha. Na campanha de 2022, Ramuth declarou R$ 1,4 milhão em bens, sendo R$ 9,3 mil em conta no Brasil, R$ 67 mil em espécie e nenhum valor fora do país.

A defesa de Ramuth pediu o arquivamento da cooperação internacional no STJ, argumentando que o objeto se perdeu após os depoimentos no exterior. O caso permanece em tramitação, sem acusações formais até o momento.

E você, como vê essa sequência de informações e desdobramentos? Deixe seu comentário com a sua opinião sobre o tema e o que espera do desfecho dessa apuração.

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