O Irã mantém a posição de não fabricar armas nucleares. O presidente Masoud Pezeshkian afirmou nesta quinta-feira (26/2) que o país não desenvolverá armas de destruição em massa, com base na proibição reiterada pelo líder supremo Ali Khamenei, que sinalizou esse veto. A declaração acompanha a terceira rodada de negociações nucleares com os Estados Unidos, e o enriquecimento de urânio continua sendo o principal entrave para um eventual acordo entre Teerã e Washington.
Na terça-feira (24/2), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mencionou as negociações com o Irã em seu discurso do Estado da União. Segundo ele, o acordo está próximo, mas é preciso que o país utilize as “palavras certas”: Nunca teremos uma arma nuclear. Trump também alegou que o Irã pretende desenvolver mísseis capazes de ameaçar a Europa e bases americanas, chegando a afirmar que, em breve, poderiam alcançar os Estados Unidos.
Em resposta, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, acusou Trump de repetir grandes mentiras sobre o país.
“Tudo o que alegam em relação ao programa nuclear iraniano, aos mísseis balísticos do Irã e ao número de vítimas durante os protestos de janeiro é simplesmente a repetição de grandes mentiras”,
afirmou o porta-voz.
Com as negociações em curso, o enriquecimento de urânio continua como obstáculo central para um acordo entre Teerã e Washington, enquanto as declarações públicas alimentam a tensão regional.
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