Embaixadas Árabes no Brasil promovem Iftar voltado ao diálogo

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O Iftar do Ramadã promovido pelas Embaixadas Árabe no Brasil aconteceu no Clube Monte Líbano, em Brasília, nesta terça-feira (25/02). O momento celebra a refeição que marca o pôr do sol e o início do mês sagrado, destacando o diálogo entre nações e a convivência entre tradições diferentes.

Entre os presentes estiveram autoridades dos três Poderes, como o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin; o senador Hiran Gonçalves (PP-RR); e o deputado Paulo Bilynskyj (PL-SP). Também marcaram presença embaixadores de diversas regiões árabes. O anfitrião da noite, o embaixador do Marrocos, Nabil Adghoghi, falou à coluna Claudia Meireles e ressaltou o simbolismo do encontro como convite à confraternização e à solidariedade.

Representando o governo brasileiro, o secretário de África e Oriente Médio, Carlos Duarte, destacou o papel central da religião na vida dos moradores e lembrou que, em 2026, o início do Ramadã coincidiu com o começo da quaresma, em 18 de fevereiro — períodos que convidam à penitência, à reflexão e ao diálogo interior. “As duas tradições estimulam a renovação ética e espiritual, bem como maior atenção ao próximo e aos mais necessitados”, comentou Duarte, em referência à valorização da diversidade religiosa no Brasil, onde cresce a presença de fiéis islâmicos.

O embaixador sublinhou ainda os conflitos recentes no Oriente Médio, como Gaza e Cisjordânia, e a escalada de tensões no Golfo, afirmando que tais movimentos vão na direção contrária do espírito do Ramadã, que incentiva o diálogo e a moderação. O encontro foi marcado pela partilha de desjejum tradicional e pela expressão de esperança de que o mês sagrado possa favorecer a pacificação e a cooperação internacional.

Durante a noite, grandes mesas receberam comidas árabes típicas, ao som do trio Bernardo Bittencourt. A celebração contou com uma série de imagens que registram a presença de autoridades, embaixadas e convidados de diversas origens, reforçando a ideia de que o Ramadã pode ser um vetor de respeito, conhecimento e convivência entre diferentes culturas.

Veja os os highlights do evento:

Confira quem esteve presente no Iftar do Ramadã promovido pelas Embaixadas Árabe no Brasil pelas lentes de Nina Quintana:

Iftar do Ramadã – Embaixadas Árabes no Brasil
Embaixatriz e embaixador do Marrocos, Siham Belamine e Nabil Adghoghi
Iftar – Embaixadas Árabe no Brasil
Secretário de África e de Oriente Médio, Carlos Sérgio Sobral Duarte
Iftar – Embaixadas Árabe no Brasil
Embaixadora da Espanha, Mar Fernández-Palacios; e Iñigo Pareja
Iftar – Embaixadas Árabe no Brasil
Senador Hiran Gonçalves; Embaixador do Bahrein
Iftar – Embaixadas Árabe no Brasil
Presidente do STJ, Herman Benjamin; Claudia Meireles
Iftar – Bernardo Bittencourt Trio
Bernardo Bittencourt Trio

Galeria de imagens – highlights do Iftar

As fotos trazem dezenas de personalidades, desde diplomatas e autoridades brasileiras até representantes de várias embaixadas árabes, além de momentos de decorações, doces árabes e a decoração da mesa especial para o desjejum.

Justiça e solidariedade

Em discurso, o presidente do STJ, Herman Benjamin, desejou que o simbolismo do Ramadã inspire valores de solidariedade e justiça. Ele ressaltou a longa influência árabe na formação do Brasil, destacando a presença na Península Ibérica há cerca de 800 anos e a contribuição decisiva em navegações. “Os árabes nos legaram conhecimento que moldou áreas como matemática, química, física, filosofia e medicina, preservando grande parte do saber antigo”, afirmou Benjamin.

Ao longo da noite, autoridades compartilharam o desjejum tradicional e comidas árabes típicas, acompanhadas pela música do grupo Bernando Bittencourt Trio, reforçando a ideia de que o Iftar pode fortalecer laços entre diferentes moradores do país e ampliar o entendimento entre culturas diversas.

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Convido você a deixar nos comentários a sua opinião sobre a importância do diálogo entre culturas e religiões para a paz e a cooperação na região. Que temas você acha que devem pautar futuras ações de convivência e colaboração entre governos, diplomatas e a população?

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