Paulo Cavalcanti, atual presidente do Conselho Superior da ACB, colocou oficialmente seu nome à disposição para presidir a FACEB, a Federação das Associações Comerciais e Empresariais da Bahia. A decisão foi comunicada por meio de uma carta enviada aos presidentes das associações comerciais do estado.
Na mensagem, ele afirma que a candidatura surge de responsabilidade e de amadurecimento institucional, não de uma disputa pessoal. Cavalcanti reconhece a trajetória do atual presidente da FACEB, Clóvis Cedraz, e lembra que o dirigente já sinalizou publicamente o desejo de iniciar um processo de sucessão.
O candidato destaca sua experiência: foi responsável pela Diretoria Executiva da ACB no biênio 2023–2025 e hoje lidera o Conselho Superior da entidade, fundada em 1811 e considerada a mais antiga do Brasil. Também atua como coordenador na CACB, defendendo maior presença do associativismo no cenário nacional, inclusive com a proposta de criação do Dia Nacional do Associativismo.
Na carta, Cavalcanti questiona o nível de articulação das associações baianas diante dos desafios do setor produtivo: “Nós temos 417 municípios na Bahia. Quantas associações estão fortes, estruturadas e influentes? Estamos fortes o suficiente?”, provoca. Ele defende uma integração estratégica da Bahia à articulação nacional da CACB, uma atuação mais firme na defesa das prerrogativas da função social da empresa, previstas na Constituição, e propõe mandato com limite definido e alternância como princípio institucional, além do fortalecimento das associações municipais e da expansão do associativismo no interior.
“Assim como a OAB defende as prerrogativas do advogado, nós precisamos defender as prerrogativas do empreendedor. O empresário não luta sozinho”, afirma. Ao concluir, ele resume o movimento: “Não é por vaidade. É por dever. A transformação que queremos para o Brasil começa dentro das nossas próprias instituições.”
E você, o que acha dessa possível mudança e do papel do associativismo na Bahia? Deixe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o futuro das entidades da região.

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