Alcolumbre vai olhar imagens de câmeras para decidir se anula votação que quebrou sigilo bancário de Lulinha

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Nesta quinta-feira (26), uma comitiva de parlamentares governistas da CPMI do INSS foi recebida na residência oficial. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, afirmou que irá analisar imagens da sessão antes de decidir se reverte ou não a aprovação do requerimento quebrou o sigilo bancário e fiscal de Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha.

A bancada alinhada ao governo sustenta que o presidente da CPMI, Carlos Viana, teria fraudado a votação ao não realizar uma chamada nominal dos membros da comissão. Viana votou de forma simbólica o requerimento envolvendo Lulinha, em meio a 86 itens sobre quebras de sigilo, convocações e outros pedidos da CPMI.

Alcolumbre prometeu ouvir as duas frentes envolvidas, além de técnicos do Senado, antes de tomar uma decisão. Enquanto isso, deputados e senadores ligados ao governo descartam levar o tema ao Judiciário neste momento.

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, acusou o presidente da CPMI de ter aplicado um golpe na votação que autorizou a quebra de sigilo de Lulinha. Gleisi defendeu as ações da base aliada e confirmou que o governo irá recorrer da decisão.

“Foi golpe do presidente da CPMI. Temos maioria. Tínhamos ganhado a votação anterior. Ele não contou os votos. Fez votação simbólica e anunciou o resultado. Vamos recorrer disso”, afirmou Hoffmann.

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, concordou ao dizer que a votação foi “manipulada” e classificou o episódio como “absurdo”, afirmando que não poderia ficar calado.

Já o presidente da CPMI, Carlos Viana, afirmou que não pretende recuar de sua decisão. Ele disse ter encaminhado os requerimentos aprovados às autoridades competentes e que pediu a prorrogação dos trabalhos da CPMI por mais 60 dias, já que o prazo atual, de 180 dias, se encerra em 28 de março. Viana disse que aguardará uma resposta de Alcolumbre por uma semana e, caso não haja decisão, pode recorrer ao STF.

Viana havia enviado, na última quarta-feira (25), um ofício solicitando manifestação de Alcolumbre sobre a prorrogação dos trabalhos. O senador mineiro deixou claro que não pretende esperar indefinidamente pela decisão sobre irregularidades na votação.

O cenário indica que, sem resposta de Davi Alcolumbre, a continuidade da CPMI ficará em aberto e o STF pode entrar no jogo em caso de continuidade de impasses entre oposição e base governista.

E você, concorda com a condução das investigações da CPMI do INSS ou acredita que há direito de considerar novas frentes? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão.

Palavras-chave: CPMI do INSS, Alcolumbre, Viana, Gleisi Hoffmann, Jaques Wagner, Lulinha, sigilo bancário e fiscal, extensão de CPMI, STF.

Meta descrição: Cobertura rápida sobre o recebimento da CPMI do INSS na residência oficial, as declarações de Alcolumbre, Gleisi Hoffmann e Jaques Wagner, e as movimentações de Carlos Viana visando a prorrogação dos trabalhos, com o possível encaminhamento ao STF.

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